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Prefeito de Traipu, em Alagoas, foge para não ser preso

RICARDO RODRIGUES - Agência Estado

20 Setembro 2011 | 20h 28

O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Amaro Vieira, admitiu hoje em entrevista coletiva à imprensa que o prefeito de Traipu, Marcos Santos, e sua esposa, Juliana Kummer, tenham fugido beneficiados pelo vazamento da ''Operação Tabanga'', deflagrada hoje pela PF, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual (MPE), a Força Nacional e as Polícias Civil e Militar.

"Não só admitimos essa possibilidade como vamos investigar quem teria vazado as informações. No entanto, não podemos deixar de levar em consideração que o alvo da ação (o prefeito) é uma pessoa muito astuta e já vinha sendo investigado, além de já ter sido outras vezes em outras operações", afirmou Amaro.

Segundo o superintendente, ao todo, dos 15 mandados de prisões que estavam para serem cumpridos - pela PF e pela Polícia Civil - quatro foram executados e onze estão em aberto. Entre os foragidos estão o prefeito e a primeira-dama do município de Traipu, que fica a 178 quilômetros de Maceió. O prefeito e a primeira-dama teriam fugido de barco, atravessado o rio São Francisco, com destino a Sergipe.

Segundo o procurador da República José Godoy Barbosa de Souza, além do afastamento do prefeito, o Ministério Público Federal conseguiu a indisponibilidade dos bens de Marcos Santos, considerado o chefe da quadrilha.

Entre os bens bloqueados estão 26 veículos, duas casas, quatro fazendas e 658 cabeças de gado. Durante a operação, foram apreendidas 19 armas nas casas e fazendas dos acusados. Segundo o delegado Amaro Vieira, "80% dessas armas são de grosso calibre, o que demonstra o poder de fogo dessa quadrilha".