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Eleições 2014

Prefeito de BH contraria PSB e diz apoiar PSDB em MG

SUZANA INHESTA E MARCELO PORTELA - Agência Estado

30 Junho 2014 | 17h 33

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), em coletiva na tarde desta segunda-feira, 30, na Assembleia Legislativa, reafirmou seu apoio ao candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, Pimenta da Veiga, mas descartou uma desfiliação do partido. Lacerda já havia comentado informalmente sobre a sua posição, mas a divulgação oficial ocorreu só hoje, quatro dias depois do diretório mineiro do PSB decidir pela candidatura própria, com a indicação de Tarcísio Delgado para a disputa eleitoral.

No início do encontro, o prefeito leu uma carta que fez à direção estadual do PSB. "Coerência na vida pessoal e na vida pública. (...) Pautado por essa coerência, externo a minha total discordância com a decisão da Executiva Estadual do PSB de lançar candidatura própria a governador nas eleições deste ano. Tal decisão desconhece a história política que vem sendo construída para os avanços que Minas Gerais têm alcançado ao longo dos últimos anos. (...). Em nome da coerência, faço um apelo à executiva estadual do PSB para que reavalie a decisão de lançar candidatura própria ao governo do Estado", diz o documento, que será publicado nas páginas de rede social do PSB-MG, conforme informou o próprio prefeito.

Lacerda disse que não conversou com o presidenciável Eduardo Campos sobre a sua decisão. "Na quinta-feira passada (dia da decisão da executiva estadual) ligue para o secretário-geral nacional do partido, Carlos Siqueira para falar que a decisão de candidatura própria prejudicaria as eleições de deputados estadual e federal. Depois disso não falei com mais ninguém, só com aqueles que estão avaliando desistir da pré-candidatura a deputados, como é o caso do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil", declarou.

Com relação a subir no palanque de Pimenta, Lacerda declarou que irá respeitar as regras da Justiça eleitoral. "A questão regional em pouco a ver com a questão nacional. Alianças regionais estão acontecendo de formas diferentes das nacionais em todos os partidos", falou e a cada pergunta relacionada a Campos, ele respondia que "não comentaria questões presidenciais".

O prefeito de Belo Horizonte ainda comentou que nas eleições de 2012, a direção nacional do PSB insistia em uma aliança com o PT e o diretório estadual do PSB, na época, não aceitou. "Nessa época uma aliança dessa não era coerente para Minas", disse. "A relação entre governo e capital sempre foi pacífica dentro do jeito mineiro de agir. Pimenta é uma pessoa de altíssimo nível e mantém o diálogo", completou.

Porém, ele mesmo admitiu que uma mudança na decisão da executiva nacional é difícil. "Só mudaria a situação aqui se a posição da nacional fosse diferente. Mas eles querem de qualquer jeito a candidatura própria", falou. "As dissidência são naturais e estão ocorrendo em todos os partidos", disse, informando que vai terminar o mandato de prefeito e depois disso vai tirar férias, estudar um pouco e curtir a vida.

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