Pré-candidatos, Alckmin e Palocci evitam falar de eleições

Ex-ministro da Fazenda considerou "positiva" a filiação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ao PSB

Brás Henrique e Gustavo Porto, da Agência Estado,

01 Outubro 2009 | 15h47

Pré-candidatos a governador de São Paulo e possíveis adversários na corrida eleitoral de 2010, o deputado federal Antonio Palocci (PT) e o secretário estadual de Desenvolvimento Geraldo Alckmin (PSDB) evitaram o tema eleições em um encontro nesta quinta-feira, em Ribeirão Preto (SP). Eles participaram do evento que marcou o início das transmissões digitas de EPTV, afiliada da Rede Globo no interior paulista. "Saudações médicas", foi a frase de Alckmin a Palocci, ao ser cumprimentado pelo deputado, na única manifestação pública entre ambos, que são médicos.

 

Além dos dois, outros políticos, como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), estiveram no evento, na sede da emissora, na cidade paulista.

 

"Eleição é no ano que vem e tudo o que é feito neste ano é esquentamento de motores, mas acho que nada se decide na verdade", disse Palocci, segundo o qual "as definições vão acontecer em fevereiro ou março". O deputado ainda foi breve em sua resposta sobre a viabilidade de duas candidaturas da base do governo, de Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB), à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sei, é uma coisa que só a prática vai mostrar", comentou.

 

Palocci considerou "positiva" a filiação de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao PSB. Mas ele não quis ponderar sobre a possibilidade de um representante do empresariado, como Skaf, figurar como candidato a vice de um petista em São Paulo, a exemplo do que ocorreu com o vice-presidente José Alencar (PR), aliado do presidente Lula nos dois últimos pleitos federais.

 

"Não vou dizer que o Skaf pode ser vice porque ele tem o direito de ser candidato a qualquer cargo, inclusive a governador", disse Palocci. "Mas é saudável que um empresário se filie, acho que é positivo para a democracia brasileira." O deputado federal ainda considerou positivas as filiações do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao PT e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. "Vejo nesse período final de filiações, membros do governo, empresários..., alguns surpreendem, mas acho isso muito bom".

 

Já Alckmin voltou a usar o velho jargão sobre os "dois ansiosos" para não antecipar o quadro de campanha eleitoral para São Paulo em 2010. "Os dois ansiosos, políticos e jornalistas, é que ficam querendo antecipar as coisas", brincou Alckmin que, no entanto, acredita que o nome do candidato a presidente da República do PSDB deverá ser definido até dezembro.

 

Alckmin destacou a boa relação com o Democratas e até com o Kassab disse esperar que o PSDB consiga alianças, além do DEM, com PMDB, PPS e PTB. Indagado se Palocci seria um bom adversário, Alckmin voltou a se esquivar. "Adversário não se escolhe", concluiu.

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