Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Pré-candidato, Paulo Skaf afirma que ‘PSDB já deu o que tinha que dar'

“Sinto que há um ciclo se encerrando em São Paulo", afirma o presidente da Fiesp

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2018 | 20h53

O MDB lançou ontem, em Jaguariúna (SP), a pré-candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado com críticas às mais de duas décadas de gestões tucanas. Ao discursar como postulante oficial do partido ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse que o PSDB “já deu o que tinha que dar”.

“Sinto que há um ciclo se encerrando em São Paulo e os problemas que estão aí são os mesmos de dez, 20 anos atrás. Com todo respeito ao PSDB, já deu o que tinha que dar”, afirmou durante a cerimônia, na qual estavam presentes o presidente Michel Temer e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Skaf também criticou as gestões tucanas ao falar do preço dos pedágios no Estado. “Temos que ter concessões, mas precisamos saber negociar para dar condições ao investidor, mas evitar que ele fique só fazendo tapa buracos”, disse.

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A senadora Marta Suplicy, que pode tentar a reeleição, disse que a saúde é “uma vergonha” no Estado e que os prefeitos estão “a pão e água”. “Precisa de alguém de decisão para sair dessa mediocridade que o Estado está há 24 anos, que inaugura metrô prometido para quatro anos atrás, que promete estradas que não consegue inaugurar”, disse. 

O deputado federal Baleia Rossi, presidente do diretório estadual do MDB e líder da bancada na Câmara, disse que o partido vive um momento “especial” em São Paulo, com 85 prefeitos e mais de 700 vereadores, estando presente nos 645 municípios do Estado.

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Meirelles, que deixou o ministério da Fazenda no início de abril para tentar se viabilizar como candidato do MDB na disputa presidencial, optou por tratar de temas nacionais e elogiou o governo Temer.

“Quando o presidente me convidou para assumir o ministério da Fazenda, olhei a situação e vi um homem de coragem enfrentando uma situação dramática. O Brasil, naquele momento, precisava de coragem. Vivíamos ali a maior crise da história do País. Uma crise econômica que gerou 14 milhões de desempregados e o povo passou a perder a esperança no futuro. O presidente Michel Temer assumiu e se comprometeu a fazer reformas fundamentais para o Brasil voltar a crescer”, disse Meirelles.

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