PPS: Presidência admitiu gastos para promover Dilma

O PPS afirmou hoje que a Presidência da República confessou ao partido ter gasto R$ 3 milhões com viagens que serviram para fazer propaganda a favor da ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com informações do PPS, um documento oficial da Casa Civil da Presidência, enviado ao deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), mostra que a campanha de Dilma recebeu uma injeção de recursos públicos.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agência Estado

31 Maio 2010 | 20h43

"É a prova cabal da utilização da Presidência da República e da Casa Civil para a promoção indevida e ilegal, com dinheiro público, da candidata-ministra Dilma Rousseff", afirmou o parlamentar. Segundo o PPS, a oposição estuda acionar a Justiça para pedir o ressarcimento dos gastos com as viagens.

Segundo informações do PPS, o montante gasto pode ser ainda maior porque a Casa Civil revelou apenas os custos com o pagamento de alimentação, diárias, hospedagens e serviços de telecomunicações, de apoio logístico e de locomoção de veículos terrestres. Conforme o PPS, ficaram de fora despesas com combustível de aeronaves oficiais, locação de veículos aéreos e custo estimado por convidado de cada evento.

O PPS informou que os recursos públicos foram gastos em 26 viagens feitas no período de 1º setembro de 2009 a 19 de fevereiro de 2010. Na época, Dilma ainda era ministra da Casa Civil, mas já era apontada como pré-candidata ao Palácio do Planalto.

Por causa de duas dessas viagens o presidente Lula já foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi multado em R$ 10 mil por ter feito propaganda pró Dilma durante a inauguração do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados/SP (Sindpd/SP), em janeiro. No julgamento prevaleceu o entendimento de que em seu discurso o presidente teria feito cinco menções a Dilma e promovido, de forma indireta e subliminar, a pré-candidatura dela à presidência.

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