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Posição de Campos sobre governança agrada empresários

WLADIMIR DANDRADE, SUZANA INHESTA E FERNANDO TRAVAGLINI - Agência Estado

26 Maio 2014 | 13h 01

O governador e pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos causou boa impressão aos empresários presentes no evento Cafés da Manhã Estadão Corpora, nesta segunda-feira, 26. Alguns dos presentes citaram as falas do presidenciável sobre educação, governança e estímulo ao investimento. A percepção, no entanto, é de que ainda é muito cedo para ter uma avaliação clara dos candidatos porque a campanha está apenas no seu início.

O representante da União Internacional de Ferrovias (UIC), Guilherme Quintella contou que Campos disse "o que todo mundo quer ouvir" sobre governança no poder público. "Ele (Campos) disse que não dá para resolver o problema de governança sem a realização de uma reforma política", afirmou Quintella. O empresário afirmou que o candidato apresentou aos presentes no evento uma agenda "superpositiva".

Segundo Gabriel Rico, presidente da Câmara Americana de Comércio (Unidos Amcham), debates como o de hoje dão "esperança" para que o País possa retomar o crescimento. Para ele, no entanto, um fator importante para o Brasil seria acentuar os acordos bilaterais para estimular a economia e o investimento produtivo.

O diretor da CCR Ricardo Castanheira afirmou que o governador deixou a impressão de que entende bem os problemas que precisam ser enfrentados pelo País. A dificuldade, no entanto, está em apontar as soluções neste início de campanha eleitoral, quando os partidos ainda elaboram seus projetos de governo. "Agora é difícil deixar claro as soluções", afirmou o empresário, após o encerramento.

Já o vice-presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Emmanuel Dias, ressaltou que o candidato puxou o assunto educação para o debate. Na opinião de Dias, nenhuma das soluções para o País será alcançada se o sistema educacional brasileiro não preparar cidadãos para o mercado. "Fiquei feliz quando ele (Campos) afirmou que é possível fazer uma revolução educacional em uma década", contou. (Colaborou Ana Fernandes).