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Eleições 2014

Por funcionalismo, Garotinho escolhe bombeiro como vice

RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado

01 Julho 2014 | 15h 25

Ao lançar o bombeiro Márcio Garcia como candidato a vice em sua chapa ao Palácio Guanabara, o deputado federal e candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), disse que quer "lembrar" a população fluminense do tratamento dado pela administração Sérgio Cabral (PMDB) aos funcionários públicos. "Ele (Garcia) vai ser um símbolo importante. Ele é uma vítima e vai representar o nosso compromisso com o funcionalismo público", declarou Garotinho, em coletiva de imprensa na liderança do PR na Câmara.

Garcia, vereador pelo PR na Câmara do Rio, participou das manifestações da categoria por reajuste salarial em 2011 e chegou a ser preso. Garotinho classificou as cerca de 400 prisões à época de medidas "típicas de ditadura" e disse que elas revelam a "arrogância do governo Cabral".

"Representa um compromisso nosso de tratar o funcionalismo com dignidade e respeito, o que o governo atual não vem fazendo", disse Garotinho. "O próprio Cabral chamou os bombeiros, naquela época, de vândalos; os médicos, de vagabundos; e professores, de preguiçosos. Então é um compromisso claro", concluiu.

Além de Garcia, a chapa de Garotinho deverá ter o deputado Hugo Leal (PROS-RJ) como candidato ao Senado. O PTdoB também faz parte da coligação. Segundo Garotinho, isso somará em torno de 3 minutos no horário eleitoral para a sua candidatura. O embarque do PROS - partido da base de apoio da presidente Dilma Rousseff - foi costurado pelo Palácio do Planalto em meio as negociações para que o PR permanecesse no projeto pela reeleição da petista.

"Me engana que eu gosto"

Hoje, Garotinho disse que o gesto do PROS mostra que haverá "imparcialidade" do governo na disputa eleitoral do Rio de Janeiro, já que Dilma, em tese, conta ainda com os palanques do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Estado. Embora Pezão tenha declarado que apoiará Dilma, o PMDB do Rio deve trabalhar pela candidatura a presidência do senador Aécio Neves (PSDB), em um movimento que foi batizado de "Aezão".

Em referência ao PMDB, Garotinho disse hoje que Aécio se aliou à "banda podre da política do Rio de Janeiro". Disse ainda que a promessa de apoio de Pezão a Dilma pode ser comparada à expressão "me engana que eu gosto". "O PMDB está claramente fazendo campanha para o Aécio".

Garotinho afirmou também que o PT no Estado é corresponsável pelo "fracasso" da administração peemedebista no Rio. "O PT, no Rio, é sócio do PMDB no fracasso estadual. E o maior deles é na área social", criticou, lembrando que os petistas controlaram a secretaria responsável pelo tema durante o governo Cabral.

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