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Por 2 votos a mais que Bolsonaro, petista assume Comissão de Direitos Humanos

Daiene Cardoso - Agência Estado

26 Fevereiro 2014 | 15h 53

Votação apertada garantiu comando de colegiado ao deputado Assis do Couto, que assume após mandato conturbado de Marco Feliciano

Brasília - Em uma eleição apertada, o deputado Assis do Couto (PT-PR) venceu a disputa pela presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 27. Apesar do critério da proporcionalidade, que dava direito ao PT de indicar o presidente da comissão, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura própria e recebeu oito votos.

Assis do Couto venceu a disputa por dez votos favoráveis. Ao todo, 18 parlamentares participaram da eleição. O ex-presidente da comissão, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), continuará como membro titular da CDHM. Sua gestão foi marcada por protestos de grupos contrários à sua permanência no colegiado em razão do posicionamento do parlamentar sobre questões como o casamento gay e direitos de homossexuais.

Em razão do desgaste, o PT decidiu reaver o comando do colegiado - a legenda tem preferência em indicar nomes por ser a maior bancada da Casa. Para o líder do PT, Vicentinho (SP), Assis do Couto garantirá o "caminho ético" à comissão. "Acho que ele vai apaziguar a comissão. Ele vai atuar como todos os petistas atuariam", afirmou momentos antes da eleição.

Assis está em seu terceiro mandato. É filiado ao PT desde 1987 e agricultor familiar. A pauta agrícola domina praticamente toda sua carreira política. Antes de chegar à Câmara, foi dirigente sindical. Em seus mandatos, apresentou projetos relacionados a direitos trabalhistas e ações sociais ligadas ao público rural.

Comissões. Nesta quarta, ocorrem as sessões de instalação das 22 comissões temáticas da Câmara. Pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, aprovou a indicação dos deputados Vicente Cândido (PT-SP) e Fábio Trad (PMDB-MS) para presidente e vice, respectivamente.