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Políticos negam as acusações e cobram provas

O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2014 | 20h 49

Construtora Camargo Corrêa também nega ter participado de esquema com doleiro

Os políticos citados pela ex-contadora de Alberto Youssef negaram neste sábado as acusações e cobraram provas. “Dizem que eu tenho um contato com o Alberto Youssef e dizem que um assessor meu, sem dar o nome desse assessor, procurou essa senhora que eu não sei quem é. Então, é uma matéria furada”, afirmou o deputado petista Cândido Vaccarezza.

“Não conheço essa moça. Não procede o que ela está dizendo”, afirmou o ex-ministro Mário Negromonte. “Não tem denúncia nenhuma da PF, do MP, nada. Não tem telefonema meu, não tem mensagem, não tem depósito, nada. Repudio veementemente a declaração da contadora que eu nem sei quem é.” Negromonte disse que conversou com seu irmão, Adarico, também citado pela contadora, que negou a acusação.

O senador Fernando Collor desligou o telefone sem responder às perguntas do Estado. “Muito prazer em falar com você. É uma alegria enorme! Obrigado”, disse, antes de desligar.

Por meio de seu advogado, Michel Saliba, André Vargas negou as acusações. “Ele nega veementemente ter recebido a viagem. Não foi em troca de nada. E muito menos ele lavou dinheiro. Essa é uma acusação absurda.” Segundo Saliba, o mesmo vale para a acusação sobre fundos de pensão.

Em nota, o Funcef voltou a admitir que o diretor do fundo, Carlos Borges, recebeu o doleiro em março deste ano a pedido do deputado Vargas. Youssef apresentou uma proposta, mas o projeto foi “prontamente descartado” por não se adequar à sua política de investimentos.

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira disse que os fatos relatados são anteriores à sua gestão, mas que seu antecessor, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), “nunca na vida sofreu nenhum questionamento”. “Tenho certeza de que, se falarem do PP, você não vai ver nenhuma relação do Dornelles com essa figura (Youssef).”

O advogado de Luiz Argôlo, Aluisío Corrêa Régis, disse que só representa o parlamentar no processo do Conselho de Ética da Câmara. PMDB e PT não se manifestaram.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Construtora Camargo Corrêa disse que não teve acesso ao depoimento citado pela revista Veja, mas que nunca fez pagamento algum a Youssef ou às suas empresas. Outras duas empreiteiras citadas pela ex-contadora Meire Bonfim na reportagem, OAS e Mendes Júnior, não haviam se pronunciado até a conclusão desta edição.

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