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Policiais federais realizam buscas e apreensões na casa de Pizzolato

Clarissa Thomé - Agência Estado

15 Maio 2014 | 19h 34

Agentes estavam à procura de documentos que comprovam ocultação de bens do ex-diretor do banco do Brasil, condenado a 12 e 7 meses por envolvimento no mensalão

Rio - (atualizado às 22h29) Policiais federais cumpriram ontem mandado de busca e apreensão na residência do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato no Rio de Janeiro. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de detenção, Pizzolato fugiu do País após ter o pedido de prisão expedido, em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o ex-diretor do BB foi capturado na Itália, onde aguarda análise de um pedido de extradição para o Brasil.

No apartamento de Pizzolato, no bairro de Copacabana, os agentes apreenderam dois computadores portáteis, documentos e mídias eletrônicas. O mandado de busca e apreensão foi autorizado pela 2.ª Vara Federal Criminal. Os agentes procuraram documentos que comprovem a possível ocultação de bens de Pizzolato. O ex-diretor foi o único condenado no caso do mensalão a fugir do País.

A Operação Pizzo foi montada em conjunto pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal para investigar evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Informações do Escritório Central Nacional da Interpol, no Brasil, com o apoio de adidos policiais brasileiros no exterior, indicam que Pizzolato tenha registrado bens em nome de parentes, inclusive de irmãos já falecidos.

Os procuradores também solicitaram à Itália o compartilhamento das provas colhidas a partir da prisão de Pizzolato, "notadamente dos dados constantes em computadores portáteis e equipamentos eletrônicos apreendidos em sua posse".

Em nota, o Ministério Público Federal ainda informou que serão realizadas outras diligências no exterior.

Pizzolato tem cidadania italiana e vivia em Maranello, a 332 quilômetros de Roma, com passaporte em nome de um irmão já morto, antes de ser capturado.

O julgamento do pedido de extradição para o Brasil está marcado para 5 de junho. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, já informou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que Pizzolato deverá cumprir pena na prisão da Papuda, em Brasília, caso seja extraditado.

 

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