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Polícia prende irmão de caseiro envolvido em morte de coronel da ditadura

De acordo com investigadores, Paulo Malhães, que confessou torturas de militantes políticos, foi morto em tentativa de assalto planejada por seu empregado e parentes dele

RIO - Anderson Pires Teles, um dos acusados pela morte do tenente-coronel reformado Paulo Malhães, em abril passado, foi preso na manhã desta sexta-feira (30) por policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. O suspeito é irmão do caseiro Rogério Pires, que já está preso sob a acusação de envolvimento no caso. A polícia segue procurando Rodrigo Pires, também irmão do caseiro e suspeito de ter participado da morte do militar.

Segundo a Polícia Civil, o caseiro e seus irmãos invadiram o sítio da vítima, em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense), para roubar armas. O oficial acabou morrendo. A polícia suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte), mas Malhães pode ter sofrido um infarto durante o assalto. Há ainda a hipótese, defendida por representantes de organizações defensoras dos direitos humanos, de Malhães ter sido morto por saber muito sobre a repressão política durante o regime militar, o que caracterizaria queima de arquivo.

Malhães morreu pouco depois de ter admitido participação em atos de tortura e morte de presos políticos, quando era oficial da ativa do Exército.