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Polícia não descarta envolvimento de 'alguém da família' de coronel no crime

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo

29 Abril 2014 | 14h 56

Caseiro está preso e, segundo delegado, confessou participação no crime e ajuda de dois irmãos no assalto

RIO - O delegado Pedro Henrique Medina, titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), disse na tarde desta terça-feira, 29, que não descarta a hipótese de “alguém da família” do tenente-coronel Paulo Malhães ter colaborado no assalto que culminou com a morte do militar, na quinta-feira, 24. Pela manhã, a polícia prendeu o caseiro Rogério Pires e informou que ele confessou participação no crime. Quando Malhães morreu, estavam na propriedade um trio de criminosos, o caseiro e a viúva do militar, Cristina Batista Malhães, segundo informações dadas pelas vítimas na sexta-feira.

A morte do militar da reserva está sob investigação da Divisão de Homicídios. Quem assumiu o caso é o delegado William Pena Júnior. Depois de saber da declaração de Medina, Pena Júnior afirmou que “inicialmente não há envolvimento da família no caso”. “A viúva não se contradisse nos depoimentos.”

O caseiro apontou à polícia a participação de seus irmãos, os pedreiros Rodrigo e Anderson Pires Teles. Um deles – a polícia não informou qual ¬ responde a processo pelo crime de estupro. Um homem encapuzado e outro que estava do lado de fora, para apoiar a fuga dos assaltantes, ainda não foram identificados.

Rogério confessou o crime em depoimento na madrugada desta terça-feira, segundo a polícia. Inicialmente, disse ter sido feito refém pelos criminosos. Ele, no entanto, deu diferentes versões sobre o local em que teria sido mantido durante o assalto – ora afirmava que ficou isolado no quarto, ora contava que estava na sala. Outro indício que chamou a atenção dos policiais foi que um dos cachorros do sítio, extremamente feroz, não estranhou a presença dos assaltantes. “O plano era subtrair bens. Ainda apuramos se a morte foi acidental”, afirmou Medina.

À polícia, o caseiro disse que  gostava do coronel e não tinham a intenção de matar o militar, que confessou ter torturado e matado militantes de esquerda durante a ditadura. “Ele demonstra arrependimento quando fala da morte do coronel”, disse o delegado responsável pelo caso, William Pena Júnior.

De acordo com o caseiro, joias, armas e equipamentos levados da casa de Malhães estão com os irmãos. Ele não sabe o que foi feito do material do roubo. Rogério afirmou que não recebeu nada pela participação no crime – o dinheiro só seria dividido depois que os bens roubados fossem vendidos.

Rogério trabalhou no sítio de Malhães por sete anos. Após esse período, entrou em acordo com o patrão e deixou o emprego. O caseiro ficou afastado por seis meses e voltou ao antigo posto havia um mês e meia. O crime vinha sendo planejado desde o início de março, mas os delegados não têm certeza ser Rogério foi o mentor do plano.

Familiares dos três irmãos estiveram na DHBF para depoimento. Segundo Medina, eles não se surpreenderam quando souberam que haviam sido intimados para falar da morte do coronel Malhães. Os mandados de prisão de Rodrigo e Anderson já foram expedidos e eles são considerados foragidos da Justiça.

De acordo com Medina, a viúva do militar ficou “confusa” ao saber da participação do caseiro. “Ela passou a vida inteira no meio do mato, numa casa em que não havia vizinhos. Ela não tem vivência de cidade. Demorou um pouco para processar a informação.”

 

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