EFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

Polícia Civil indicia diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por agressão a empresário

Carlos Alberto Bettoni teve traumatismo craniano no dia da prisão de Lula, após briga com simpatizantes do PT em frente ao Instituto Lula; ele teria provocado o grupo, que respondeu com chute e empurrões

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 14h04

A Polícia Civil indiciou nesta sexta-feira, 13, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Cayres, conhecido como Paulão. Ele é o último dos três indiciados pela confusão em frente ao Instituto Lula que resultou na internação do empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, que bateu a cabeça no para-choque de um caminhão e teve traumatismo craniano. 

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Responsável por dar um chute na vítima, Paulão prestou depoimento nesta tarde e saiu sem falar com a imprensa. Aos policiais, negou que tenha agredido Bettoni e disse que ele próprio levou um chute de um dos manifestantes que provocavam os petistas na porta do instituto. Ao Estado, por telefone, o sindicalista disse que não tem nada a dizer. "Não fiz nada. Quando eu tiver um advogado instituído, já que colocaram meu nome nisso aí, eu falo algo à imprensa." 

O delegado do 17º DP (Ipiranga), Wilson Zampieri, confirmou o indiciamento de Paulão pelo mesmo crime que os outros dois agressores: lesão corporal dolosa grave. "Ele desferiu um chute. Fez com que a vítima desviasse a trajetória. As imagens mostram." Eles podem pegar de um a cinco anos, se condenados.

O vídeo do caso mostra que, depois de levar o chute do sindicalista, Bettoni foi empurrado pelo ex-vereador de Diadema (SP) Manoel Eduardo Marinho, o 'Maninho do PT', que foi ouvido pela polícia na segunda-feira. O filho de Maninho, Leandro Marinho, também foi indiciado.

A polícia aguarda o depoimento da vítima para fechar o caso e encaminhá-lo à Justiça - o que deve ocorrer no máximo até a próxima quarta-feira, 18. O médico ainda não liberou a visita a Bettoni, que está internado no hospital São Camilo, também no Ipiranga, sem previsão de alta. "Com certeza na segunda-feira será ouvido", afirmou o delegado Zampieri.

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