Podemos/Imprensa
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Podemos faz enquete online para decidir como votar a Previdência e o fim do foro

Bancada do partido tem 16 deputados na Câmara; 'teste' do modelo foi adotado pela deputada federal Renata Abreu (SP), quando seguiu o placar e votou a favor do prosseguimento da denúncia contra Temer

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 15h05

O Podemos vai fazer uma enquete online para decidir como seus deputados vão votar a reforma da Previdência e o fim do foro privilegiado. O partido começa a pôr em prática o que chama de “democracia direta”, uma das principais propostas da reformulação do antigo PTN. 

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Enquanto o governo alega já ter os 308 votos e corre para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) seja votada antes do recesso, os parlamentares do Podemos fecharam questão para deixar os internautas votarem por eles. A bancada da sigla tem hoje na Câmara 16 deputados.

“É muita coisa que a gente vota o tempo todo, então vamos colocar só os projetos de maior relevância”, disse a deputada Renata Abreu (SP), presidente da sigla. “Se a gente colocar tudo, se você entupir a população de projeto, não tem uma participação efetiva. Mudar uma cultura de participação é um negócio complexo, então você tem que ir aos poucos, a população precisa criar o hábito”, completou.

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Ainda não tem dada marcada para o plenário da Câmara analisar as propostas, mas a votação digital do Podemos já está disponível.  Para votar, o internauta deve deixar o seu CPF e telefone. Por meio do DDD, o site identifica o Estado do eleitor. 

Se o resultado for o mesmo em diferentes Estados, todos os 16 parlamentares devem votar da mesma forma. Mas, se os Estados tiverem placares diferentes, cada parlamentar pode votar de acordo com seus conterrâneos. Há ainda a possibilidade de a bancada votar conforme a proporcionalidade do placar. Ou seja, se 60% for contra a reforma da Previdência, 60% dos deputados votam contra e 40% a favor.

Renata já tinha adotado a enquete para decidir sobre a primeira denúncia contra o presidente da República Michel Temer por corrupção passiva, e votou pelo prosseguimento, após o placar online. Na segunda votação, também seguiu a primeira enquete. 

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