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PMDB quer voltar à 'cota ministerial' da era Lula

Ricardo Brito - Agência Estado

14 Janeiro 2014 | 19h 48

Partido, que chegou a comandar seis pastas no governo passado, hoje tem cinco e pressiona Dilma desde outubro para comandar a Integração Nacional

Brasília - A cúpula do PMDB reagiu mal à intenção da presidente Dilma Rousseff, demonstrada nesta segunda-feira, 13, em conversa com o presidente do partido e seu vice, Michel Temer, de não nomear imediatamente o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para o Ministério da Integração Nacional. Eles passaram a defender que o partido volte a ter a "cota ministerial" que já teve no governo Lula.

Os caciques do partido reúnem-se nesta quarta em Brasília para tomar uma posição conjunta. Entre as possibilidades, está a antecipação para abril do congresso do PMDB no qual serão fechadas as alianças estaduais, outro ponto de tensão com os petistas. Há até quem defenda o fim da aliança nacional com Dilma, com a entrega dos ministérios e a não renovação de Temer na vice-presidência.

"Sinceramente, não tem acerto político, não tem acerto administrativo, o que estamos fazendo neste governo?", criticou um cacique peemedebista envolvido nas negociações. "Por que vou dar os cinco minutos de TV do PMDB para o PT? Hoje em dia a aliança só interessa aos petistas."

Atualmente, os peemedebistas ocupam cinco ministérios: Agricultura, Previdência Social, Aviação Civil, Turismo e Minas e Energia. O governo Dilma tem 39 ministérios, dois deles criados na sua gestão. Na era Luiz Inácio Lula da Silva, o partido já comandou até seis pastas, de maior peso político do que agora: Saúde, Comunicações, Integração Nacional, Defesa, Agricultura e Minas e Energia.

Desde que o socialista Fernando Bezerra deixou o comando da pasta, em outubro do ano passado, a Integração Nacional virou alvo de cobiça dos peemedebistas. Além da capilaridade, especialmente no Nordeste, a pasta é responsável pela Transposição do Rio São Francisco, uma das principais obras em curso no governo. Dilma, entretanto, indicou um técnico para o cargo.

A resistência da presidente em indicar Vital do Rêgo tem sido interpretada pelos peemedebistas, nos bastidores, como sinal de que ela poderia contemplar o PROS do governador do Ceará, Cid Gomes, na reforma ministerial.

A eventual entrega da Integração Nacional para o PROS é considerada como "inadmissível" por um cacique peemedebista. O irmão de Cid, Ciro Gomes, afirmou certa vez que o PMDB é um "ajuntamento de assaltantes".

Se não forem contemplados com a Integração Nacional, os peemedebistas querem, pelo menos, um ministério de idêntico quilate. Passaram a cortejar o Ministério das Cidades, mas Dilma já avisou a Temer que a pasta deve ficar nas mãos do PP.

Aliança nos estados. Outra preocupação dos peemedebistas é com a falta de definição quanto às alianças regionais de candidatos do partido com o PT e demais integrantes da base aliada. Estados como Piauí, Rio de Janeiro, Amazonas e Ceará devem registrar disputas entre aliados.

A avaliação geral é de que a costura não deslanchou desde novembro passado, quando foi eleita a nova direção do PT. Ao contrário, em alguns locais a situação está ainda pior. No Rio de Janeiro, a disputa pode ter, de um lado, o petista Lindbergh Farias e, de outro, o peemedebista Luiz Fernando Pezão.

Nesta segunda, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) participou de uma reunião com Temer, logo após ele ter falado com Dilma. Comunicou aos presentes que vai disputar o governo do Piauí contra o líder do PT no Senado, Wellington Dias.

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