PMDB quer acelerar negociação de aliança com PT para eleições

Ideia de apressar o processo de diálogo seria para estancar eventuais dissidências peemedebistas nos Estados

Agência Brasil,

07 Outubro 2009 | 11h08

O PMDB decidiu acelerar o processo de negociação com o governo em torno da aliança para a disputa presidencial de 2010. A cúpula peemedebista espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida até semana que vem se o partido ocupará mesmo a vice-presidência na chapa do candidato apoiado pelo governo.

 

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A ideia com a decisão de apressar o processo de diálogo é estancar as eventuais dissidências peemedebistas nos Estados. Após o jantar que terminou no fim da noite da última terça-feira, 6, com a participação dos principais nomes do PMDB, como o presidente do Senado, José Sarney (AP), da Câmara, Michel Temer (SP), vários ministros, entre eles o da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o "pré-noivado" deve ser firmado logo.

 

"Vamos acelerar o processo de pré-parceria como forma de distensionar as questões estaduais", disse. Para Alves, o presidente licenciado do partido, Michel Temer, é o candidato mais forte para representar a legenda numa eventual parceria com o PT. Outra possibilidade, segundo ele, seria o ministro das Comunicações, Hélio Costa, caso o PSDB decida formar uma chapa pura, com os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

 

Nos Estados em que a situação é mais complicada, como o Pará e a Bahia, Alves afirmou que o partido deve mesmo seguir com a ideia de montar dois palanques.

 

Os peemedebistas esperam, agora, que o presidente Lula, que chega nesta quarta-feira, 7, de viagem ao exterior, converse com as lideranças do PT para que haja o anúncio do acordo na semana que vem.

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