Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

PMDB marca convenção nacional para junho, quando decidirá apoio a Dilma

Alas governista e rebelde da principal sigla da base aliada do governo discutem se mantém aliança que foi firmada ainda no primeiro mandato do governo Lula, em 2003

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

02 Abril 2014 | 17h25

A Executiva Nacional do PMDB marcou para 10 de junho a convenção nacional do partido que vai decidir sobre a manutenção ou não da aliança em torno da presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão foi tomada em acordo pelas alas governista e rebelde da legenda. A data é a primeira permitida pela legislação eleitoral para a realização das convenções.

A ala rebelde do partido já tinha desistido de fazer uma pré-convenção em abril por entender que neste momento o PT teria como fazer promessas para garantir apoios suficientes para manter a aliança nacional em torno da chapa Dilma e Michel Temer. A expectativa deles é que caso o PT não faça concessões nos Estados em junho haja maioria para romper a aliança.

Os governistas, por sua vez, apostam em acordos nos palanques estaduais que lhes permitam vencer a convenção com folga. Argumentam que o PMDB já está vinculado ao governo Dilma e não teria justificativa para romper às vésperas da eleição. Sustentam ainda que nenhum dos outros candidatos representa um projeto de poder seguro para o partido.

Um jantar foi realizado nessa terça pelo vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, como uma demonstração de apoio da bancada da Câmara ao vice-presidente Michel Temer. Menos de metade da bancada, porém, compareceu e integrantes da ala rebelde afirmam que o gesto mostra a intenção de rompimento da aliança.

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