PMDB, de Temer, vota em peso para retirar contrapartidas em socorro aos Estados

PMDB, de Temer, vota em peso para retirar contrapartidas em socorro aos Estados

Dos 66 deputados da bancada, 47 se manifestaram a favor do fim das exigências aos entes regionais

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2016 | 13h00

BRASÍLIA - O PMDB, partido do presidente Michel Temer, deu o maior número de votos favoráveis à retirada das contrapartidas ao socorro dos Estados no projeto de renegociação das dívidas com a União aprovado nessa terça-feira, 20, pela Câmara. É o que revela o levantamento feito pelo Broadcast, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, no mapa da votação dos deputados na proposta, tida como a maior derrota de Temer no Congresso desde que assumiu o Palácio do Planalto em maio.

Dos 66 deputados da bancada peemedebista, a maior da Casa, 50 participaram da votação e 47 deles se manifestaram a favor do fim das exigências para que o governo federal atenda aos entes regionais. Houve apenas dois votos contrários e uma abstenção.

Oposição. O PT, segunda maior bancada com 58 deputados, deu 40 votos a favor das alterações do projeto - somente um contra e uma abstenção. A mudança de postura dos petistas foi decisiva para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tivesse segurança para levar adiante a votação.

Na discussão do projeto, o partido defendia inicialmente a obstrução - o que significa que não iriam registrar presença para garantir a votação. Mas o PT decidiu apoiar o projeto após firmar um acordo com a base para retirar do texto uma proposta que previa o financiamento ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), medida que, avalia a bancada, poderia desestimular os Estados a realizarem esse tipo de programa de corte de servidores públicos.

A proposta contou com o voto de 311 deputados, 54 a mais que o mínimo necessário para que um projeto vá à votação (257 votos). Ou seja, os 40 deputados votantes do PT ampliaram a margem, ainda que apertada, para garantir a apreciação da matéria, em sessão conduzida por Maia, candidato à reeleição e interessado em ajudar, com as mudanças, seu Estado de origem, o Rio de Janeiro. O texto foi aprovado com 296 votos a favor, 12 contra e três abstenções. 

O PSDB, terceira maior bancada, com 47 deputados, deu 27 votos a favor do fim das contrapartidas, um contra e ainda uma abstenção. Partidos do Centrão e que têm candidatos à sucessão da Câmara, como o PSD de Rogério Rosso (DF) e o PTB de Jovair Arantes (GO), tiveram baixo comparecimento na votação.

No PSD, só 14 dos 37 deputados compareceram à sessão - todos votaram a favor das mudanças. No PTB, foram apenas quatro dos 18 integrantes da bancada - também todos favoráveis. Rosso e Jovair não participaram dessa votação, por exemplo.

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