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Plano Safra da Aquicultura é prioridade, diz ministro

ERICH DECAT, NIVALDO SOUZA E RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado

17 Março 2014 | 13h 17

Empossado nesta segunda-feira, 17, pela presidente Dilma Rousseff como novo ministro da Pesca, Eduardo Lopes (PRB-RJ), afirmou que o primeiro passo que pretende dar à frente da pasta será o de estudar o Plano Safra da Aquicultura.

O programa foi lançado pelo governo em outubro de 2012 com objetivo de tentar expandir o setor, modernizar a pesca e fortalecer a indústria e o comércio pesqueiro, a fim de atender à demanda interna e ampliar as exportações do País. A meta do governo é produzir 2 milhões de toneladas de pescado por ano até 2014.

"Quero olhar de perto os número do Plano Safra. Quero também ficar muito atento à questão da produção, que cresceu quase 70% no ano passado, e uma meta seria manter a mesma média de produção, o que colocaria o País neste ano produzindo 4 milhões de toneladas de peixes", afirmou Lopes após tomar posse no Palácio do Planalto no lugar do agora ex-ministro Marcelo Crivella (PRB-RJ), que deverá disputar uma vaga na próxima eleição de outubro.

Questionado se daria tempo para implementar algum projeto novo nos oito meses de gestão que restam até o final do ano, o novo ministro respondeu: "Vamos trabalhar todos os dias em cima disso".

Tampão

O novo ministro se esforçou para negar que ocupará o cargo temporariamente, deixando a pasta disponível novamente para o ex-ministro Crivella. Há rumores de que Lopes, que foi suplente de Crivella no Senado, seria um "ministro tampão" e que voltaria ao Senado depois das eleições caso o possível candidato ao Palácio Guanabara seja derrotado. "Não houve essa conversa entre a presidente, eu, o ministro (Crivella) e o presidente do partido. Não existe esse acordo", afirmou.

Apesar da negativa, o ministro sinaliza que uma eventual troca de comando da Pesca dependerá da conjuntura do pós-eleição. "Ele (Crivella) pode voltar para o Senado ou voltar para o Ministério. Isso é uma coisa que lá na frente nós vamos conversar. O partido vai conversar em cima daquilo que é melhor."

Lopes afirmou ainda que não vê risco da Pesca se tornar uma secretaria do Ministério da Agricultura em um eventual segundo mandato de Dilma, caso a presidente opte por enxugar o número de ministérios, que hoje está em 39. "Não vejo o setor hoje, com a importância que ele tem, ser uma pasta de um ministério", disse.

Além do ministro da Pesca também tomaram posse nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Neri Geller; das Cidades, Gilberto Occhi; da Ciência, de Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz; do Turismo, Vinicius Nobre Lages; e do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto (PT-RS).

Durante cerimônia da posse de seis novos ministros, a presidente Dilma agradeceu o trabalho desempenhado pelos que deixam os cargos. "Não esquecerei o bom trabalho que vocês fizeram", enfatizou em seu discurso, agradecendo o companheirismo dos que deixam os cargos hoje.