André Dusek/Estadão
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Planalto já avalia que reforma ministerial não deu certo

Na quarta-feira, pela segunda vez seguida, não se alcançou quórum para votar os vetos presidenciais às chamadas 'pautas-bomba'

Tânia Monteiro e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2015 | 02h07

Interlocutores da presidente Dilma Rouseff começam a avaliar que dar mais espaço ao PMDB na Esplanada não deu certo. Ontem, pelo segundo dia seguido, não se alcançou quórum para votar os vetos presidenciais às chamadas 'pautas-bomba'. Para tentar frear a base, Dilma convocou para hoje uma reunião ministerial no Planalto.

Tudo começou quando a presidente negociou com o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, os novos ministérios. Passou por cima não só do vice-presidente Michel Temer, que não foi consultado, como do presidente da Casa, Eduardo Cunha, que se sentiu traído. Ele achou que o Planalto agiu em parceria com Picciani para enfraquecê-lo e abrir caminho para o líder do PMDB assumir seu lugar. Ao mesmo tempo, o bloco dos insatisfeitos, composto por parte do PMDB e outros sete partidos (PP, PTB, PR, PSD, PROS, PSC e PHC) se rebelou e rompeu com Picciani por entender que não foram contemplados na reforma e distribuição de cargos.

O novo secretário de Governo, Ricardo Berzoini, convocou ontem reunião de emergência com líderes dos insatisfeitos para saber o que ocorreu e tentar chegar a consenso para evitar mais derrotas. Ele se reuniu também com a bancada do PT para pedir ajuda na rearrumação da base.

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