REUTERS/Ueslei Marcelino
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Planalto diz que acusações contra Temer em delação de Funaro são 'ficções em série'

Assessoria da Presidência afirmou que denúncia tem 'como único objetivo manter campanha difamatória contra o presidente'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2018 | 21h12

BRASÍLIA - A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou na noite desta terça-feira, por meio de nota, que as acusações noticiadas por conta de informações complementares de delação premiada que o corretor Lúcio Bolonha Funaro entregou à Procuradoria-Geral da República tem "como único objetivo manter campanha difamatória contra o presidente Michel Temer sem que as investigações produzam fatos reais". "Ou seja, são apenas ficções em série", diz a nota.

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A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse ainda que todas as atribuições do coronel João Batista Lima Sobrinho em campanhas do presidente Michel Temer "sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção". "Essa velha acusação volta a ser requentada hoje pelas autoridades sem que haja provas reais", afirma a Secom.

Na nota, o Planalto reforça que os "depoimentos continuam repletos de contradições e incoerências". "Inclusive com relação a outras delações já homologadas pela Justiça, sem que se façam as confrontações", destaca. Auxiliares do presidente citam, por exemplo, a delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, que traria declarações distintas às apresentadas por Funaro.

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Entre os documentos apresentados por Funaro estão planilhas que, segundo o delator, revelam o caminho de parte dos R$ 10 milhões repassados pela Odebrecht ao MDB na campanha de 2014. Os valores teriam como destinatário alguns integrantes do grupo político do presidente Michel Temer. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estado.

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