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Mensalao

Pizzolato vai pedir para aguardar processo em liberdade

JAMIL CHADE - Agência Estado

06 Fevereiro 2014 | 20h 48

A Justiça italiana vai decidir nesta sexta-feira, 7, em Bolonha se o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato poderá esperar em liberdade ou não pela decisão do processo de extradição. Segundo o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami, seu cliente deve rejeitar uma volta voluntária ao Brasil. Diante da corte, a defesa vai defender a tese de que não há o perigo de fuga e que Pizzolato poderia esperar a tramitação do processo em liberdade ou em prisão domiciliar.

Ex-diretor do BB estaria ''visivelmente abatido'', segundo advogado

Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por envolvimento no mensalão, o ex-diretor deixou o Brasil para evitar a condenação. Desde novembro era considerado foragido. Ele foi para Itália, país onde tem segunda cidadania.

Bergami contou que esteve nesta quinta, 6, com o ex-diretor, preso desde quarta em uma penitenciária de Modena. Segundo ele, o brasileiro está "visivelmente abatido" e insiste na tese de que é inocente e de que não pretende voltar ao Brasil.

No mensalão, Pizzolato foi acusado de liberar irregularmente o repasse de R$ 73 milhões da Visanet para a agência de publicidade de Marcos Valério. O ex-diretor foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.

A partir da recusa de Pizzolato de voltar voluntariamente ao Brasil, a Justiça italiana deve iniciar o exame da extradição num processo que pode levar, pelo menos, seis meses. O objetivo do ex-diretor do BB é conseguir autorização para aguardar a decisão em prisão domiciliar, com uso de bracelete eletrônico, para monitoramento judicial.

A solicitação para extradição precisa ser formalizada pelo Supremo Tribunal Federal e será analisada por um procurador de Bolonha. Nesta quinta, polícia de Modena admite existirem brechas legais para a extradição.

Pizzolato também vai responder, à Justiça italiana, a processo por falsidade ideológica em razão do uso de documentos falsificados apreendidos com ele durante a sua prisão. Se condenado, pode pegar até três anos de prisão.

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