Jamil Chade/Estadão
Jamil Chade/Estadão

Pizzolato retorna nesta quinta ao Brasil

Condenado no caso do mensalão, ex-diretor do Banco do Brasil fugiu com um passaporte falso para a Itália, onde ficou durante 25 meses

Janaina Cesar e Jamil Chade, O Estado de S. PAulo

22 Outubro 2015 | 09h27

Atualizado às 12h23

MILÃO - O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, será entregue nesta quinta-feira, 22, às autoridades brasileiras. Após 25 meses de sua fuga do Brasil, Pizzolato retorna na noite desta quinta em um voo comercial ao País. Ele será entregue aos três agentes da Polícia Federal pelos agentes italianos no aeroporto de Malpensa, três horas antes de o avião decolar. 

Condenado no caso do mensalão a doze anos e sete meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Pizzolato fugiu com um passaporte falso de um irmão morto há 30 anos. 

O voo da TAM entre Milão e São Paulo está previsto para às 17h10, horário de Brasília.Ele deve chegar ao aeroporto de Milão quatro horas antes do embarque. Vieram três delegados e uma enfermeira buscar o mensaleiro. Eles estão em Milão desde o início desta semana. Segundo fontes da PF, de praxe são enviados dois agentes, mas dessa vez a segurança foi reforçada.

 Por questões de segurança e para evitar tumulto, o brasileiro se sentará no fundo do avião com os agentes e a enfermeira. De regra não é previsto acompanhamento médico, mas por conta das argumentações da defesa de Pizzolato de que poderia ele passar mal durante o voo pois sofre de pressão alta, o Brasil decidiu incluir o serviço neste caso. 

Normalmente a entrega de prisioneiros que serão extraditados pode ser feita em qualquer lugar, mas o governo brasileiro pediu à Itália que Pizzolato fosse entregue no aeroporto para evitar qualquer chance de fuga. 

Alessandro Sivelli, advogado de Pizzolato, diz que seu cliente é forte, mas que está preocupado com a mulher Andrea Haas, sem entrar em detalhes sobre o que o preocupava. 

Essa é a terceira vez que a PF se organiza para buscar o brasileiro. Pizzolato deveria ter sido extraditado no dia 7 de outubro. Mas, pressionado politicamente pela base de seu partido, o ministro da Justiça italiano, Andrea Orlando, adiou a volta do Mensaleiro ao País. 

A mudança na programação ocorreu no dia 6, na mesma data que a Corte Europeia de Direitos Humanos na França negou o último recurso apresentado pela defesa de Pizzolato. 

Desde fevereiro de 2014, quando foi preso, Pizzolato se encontra na penitenciária Sant'Anna, de Modena, aguardando uma definição sobre seu caso. Neste período, oito decisões judiciais e políticas foram tomadas. 

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