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Eleições 2014

Pimentel diz que Dilma estuda fazer aporte ao FPM

MARCELO PORTELA - Agência Estado

08 Maio 2014 | 20h 33

Provável candidato ao governo de Minas pelo PT, o ex-ministro Fernando Pimentel aproveitou palestra para centenas de representantes de prefeituras mineiras nesta quinta-feira para revelar que o governo federal estuda fazer um aporte ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O anúncio, que segundo o petista pode lhe render um "puxão de orelha" pela presidente Dilma Rousseff, foi considerado uma "apelação eleitoral" pelo principal adversário de Pimentel na disputa estadual, o também ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB).

"O governo federal vai discutir com prefeitos e prefeitas a possibilidade de estender de novo, de fazer um aporte de novo, talvez até seja um aporte definitivo, no FPM", afirmou Pimentel, sob aplausos da plateia, em palestra proferida durante o 31º Congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM). Pimentel não revelou o valor nem a data para esse aporte porque, segundo ele, seria "ir muito além" do que poderia revelar. "Estou antecipando isso. Talvez a presidente me puxe a orelha", disse o ex-ministro, que deve encontrar-se com Dilma na segunda-feira (12) durante visita da presidente a Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, onde ela assinará ordem de serviço para a duplicação da BR-381.

Presente no mesmo evento que o petista, Pimenta da Veiga usou a mesma BR-381 para lembrar que as obras já faziam parte de promessas de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como de Dilma. "É uma coisa dolorosa algumas apelações eleitorais. É preciso fazer política num nível mais alto. Será que o PT ainda não se convenceu de que ninguém mais acredita nas promessas que fazem?", declarou, referindo-se ao anúncio da possibilidade de aporte do governo federal no FPM.

Pimentel rebateu o tucano lembrando que o governo federal já fez um aporte no FPM para compensar as perdas do fundo com a desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e eletrodomésticos. Foram liberados R$ 1,5 bilhão em setembro e outro R$ 1,5 bilhão em abril passado. "Ano passado nós já fizemos (aporte) e não tinha eleição. É uma reivindicação justa dos prefeitos. Se o governo federal atendê-la, não vai estar fazendo nada que não tenha feito no ano passado e nos anos anteriores", observou.

"O próprio presidente Lula, no seu mandato, concedeu aumento de 1%, esse sim definitivo, no FPM", concluiu o ex-ministro, que fez questão de salientar sua posição de "apoiador do governo federal". "Alguém tem dúvida disso? Sou apoiador da presidente Dilma, da sua reeleição. Eu tenho um lado muito claro nessa eleição", concluiu.

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