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Pimenta da Veiga já prestou esclarecimentos à PF, diz Aécio

Pedro Venceslau e Carla Araújo - Agência Estado

10 Abril 2014 | 14h 39

Senador tucano diz que ex-ministro, indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, declarou dinheiro recebido

São Paulo - O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, defendeu nesta quinta-feira, 10, o ex-ministro das Comunicações e pré-candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, que foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. "O que é estranho é que depois de cerca de dez anos, quando ele vira pré-candidato esse assunto surge. Ele já deu esclarecimentos", afirmou.

Aberta em 2013, a investigação da PF envolvendo o ex-ministro é um desdobramento da denúncia oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República com base no inquérito do mensalão mineiro. "O Pimenta é um advogado que trabalhava para inúmeras empresas, entre elas, empresas de comunicação, sobre a qual não recaía nenhuma suspeita. Advogou para essa empresa, recebeu remuneração e declarou no imposto de renda", disse o senador.

Aécio participa nesta quinta-feira de um almoço na capital paulista com a bancada de deputados estaduais do PSDB.

Também presente no encontro, o ex-governador e vice-presidente nacional do partido, Alberto Goldman, foi mais enfático. "Indiciado não significa nada. Acredito que não há nada contra ele", afirmou.

Eleições. Durante o encontro com parlamentares paulistas, Aécio anunciou que fará na capital paulista a convenção do partido que oficializará seu nome como candidato à Presidência. "A campanha será decidida em grande parte pelo resultado de São Paulo", afirmou. Segundo ele, o encontro desta quinta com os tucanos é para tratar da organização de campanha. "É mais um encontro. É o Brasil, é São Paulo, é campanha", disse.

O senador aproveitou também a ocasião para anunciar oficialmente o acordo entre PSDB, DEM e PMDB na Bahia. Os tucanos apoiarão a candidatura de Paulo Souto (DEM) para governador e indicarão o nome do ex-deputado Joacy Góes para vice. Já a vaga do senado ficará com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB). "Fechamos uma chapa extremamente forte na Bahia. Isso é uma demonstração de que teremos apoio de siglas dissidentes da base da presidente Dilma", afirmou.

Agenda eleitoral. O senador mineiro aproveitou ainda para criticar o  governo federal que, segundo ele, é movido por "uma agenda eleitoral, não por uma agenda do Brasil". Aécio disse ainda que esses a postura do governo Dilma de adiar decisões como  os empréstimos para o setor de energia não fazem bem à economia brasileira e que em um eventual futuro governo do PSDB a situação será diferente. "O País terá uma política fiscal transparente e firme, que tratará a inflação com tolerância zero", disse.