PF prende diretor da Iesa Óleo e Gás em nova fase da Lava Jato

Otto Garrido Sparenberg e sua empresa, que tem contratos com a Petrobrás, são investigados por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro

Andreza Matais, O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2014 | 09h21

BRASÍLIA - A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, 14, o diretor da Iesa Óleo e Gás, Otto  Garrido Sparenberg, e cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do presidente da empresa, Valdir Carrero, nas sedes da Iesa e da controladora do grupo, Iapi. A empresa e o executivo são investigados na sétima fase da Operação Lava Jato, que apura esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

A Iesa Óleo e Gás tem contratos com a Petrobrás e repassou R$ 400 mil para a Costa Global Consultoria e Participações do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, preso desde março também pela Java Jato. O executivo aceitou delatar o esquema de corrupção envolvendo a estatal em troca de redução de pena.

Na sétima fase da Lava Jato, a PF decretou o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. A operação é executada nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, além do Distrito Federal e cumpre ao todo 85 mandados, 49 deles de busca e apreensão. Onze mandados de busca são cumpridos em grandes empresas.

Estão entre os alvos da operação grandes construtoras, como a Camargo Correa, OAS, UTC Constran e Odebrecht.

A Polícia Federal cumpre ainda seis mandados de prisão preventiva e 21 de prisão temporária. Entre as prisões já efetuadas está a do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, como antecipou o Estado no início da manhã.

A exemplo de Paulo Roberto Costa, Duque usaria a diretoria na petroleira para atrair contratos com empreiteiras que pagassem propina para um esquema que alimentaria partidos políticos como PT, PP e PMDB.

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