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PF deve levar ex-diretor da Petrobras preso a Curitiba

VINICIUS NEDER - Agência Estado

21 Março 2014 | 12h 45

Os advogados do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa estão tentando impedir sua transferência para Curitiba (PR). Segundo Fernando Fernandes, advogado de Costa, o ex-diretor está preso na sede da Polícia Federal (PF) no Rio, mas o órgão decidiu transferi-lo porque o inquérito da Operação Lava Jato corre na Superintendência do Paraná. A operação investiga organizações criminosas que atuam na lavagem de dinheiro e poderiam ter movimentado R$ 10 bilhões.

"Entramos com uma petição informando que nosso cliente já prestou dois depoimentos na PF do Rio e ficará em silêncio até ser solto. Queremos evitar que se gaste o erário com a transferência", disse Fernandes ao Estado.

Costa está em prisão temporária de cinco dias. Os advogados deram entrada com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, que também responde pelo Paraná.Segundo Fernandes, a transferência é uma decisão administrativa. Por isso, a petição foi encaminhada ao delegado da PF no Rio.

A Operação Lava Jato foi deflagrada segunda-feira. Fernandes informou que Costa prestou um primeiro depoimento nesse dia, ainda sem orientação de advogados. Na quinta-feira, ele foi preso, por suspeitas, segundo a PF, de "tentativa de destruição e inutilização de documentos que poderiam servir de prova nas investigações" da operação.

Costa nega as acusações. De acordo com Fernandes, no segundo depoimento, prestado na própria quinta-feira na sede da PF no Rio, o ex-diretor disse que sua filha foi ao escritório da consultoria Costa Global, na segunda-feira, após a os policiais cumprirem mandados de busca e apreensão, para buscar documentos pessoais seus. O escritório da filha de Costa estaria em obras e, por isso, ela deixara documentos com o pai."Seria impossível haver tentativa de destruição de documentos porque ele não fez contato com ninguém", disse Fernandes.

Costa era diretor da Petrobras quando a operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi aprovada. O negócio foi prejudicial para a estatal, como revelou o Estado em julho de 2012. Na quarta-feira, o Estado revelou que a presidente Dilma Rousseff participou da decisão, como presidente do Conselho de Administração - a presidente alegou que o conselho tomou a decisão com base em relatório "falho" preparado pela diretoria.

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