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PF cita Paulinho da Força em desvios no BNDES

- Atualizado: 27 Abril 2008 | 08h 38

Santa Tereza, missão da Polícia Federal que investiga suposto esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sugere envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. O nome do parlamentar é citado freqüentemente em relatório secreto da PF, peça de 38 páginas que embasou decreto judicial de prisão de 11 suspeitos, entre eles João Pedro de Moura, que os federais classificam como ?um dos principais assessores da Força Sindical, responsável pela ligação da organização criminosa com o banco?. Paulinho foi monitorado pela Santa Tereza nos corredores da Câmara. Como na manhã de 13 de fevereiro, quando federais disfarçados o filmaram acompanhado de Moura, amigo e ex-assessor do deputado na Força. Trecho de documento confidencial da PF informa: ?Na data de 15 de fevereiro de 2008, às 17h52, Mantovani (Marcos Vieira Mantovani, empresário) confirma com João Pedro o recebimento da sua parcela do desvio do empréstimo do BNDES à Praia Grande. Ele diz que já retirou o envelope e já separou a parte do RT e do PA?. A PF suspeita que RT são as iniciais de Ricardo Tosto, advogado de Paulinho e sucessor de Moura no Conselho de Administração do BNDES, que estava preso e foi solto ontem. A polícia assinala que PA ?possivelmente? é Paulinho. O capítulo dedicado à suposta participação de Tosto faz menção a um repasse de R$ 126 milhões do BNDES ao município de Praia Grande e acentua: ?Tosto participa da divisão do dinheiro desviado da Prefeitura da Praia Grande. A conversa entre Manuel e Boris (integrantes do grupo), do dia 23 de janeiro de 2008, às 14h46, esclarece quem seriam os beneficiados, e as respectivas porcentagens. Relembrando, Mantovani ficaria com R$ 1,3 milhão e seria o responsável pelo pagamento de Paulinho, Tosto e José Gaspar.? Os policiais não avançaram na direção de Paulinho por uma questão legal: como deputado, ele desfruta de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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