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Petrobrás é afetada por escândalos e estagnação, afirma NYTimes

Altamiro Silva Júnior, correspondente da Agência Estado

16 Abril 2014 | 15h 02

Reportagem da publicação norte-americana destaca o momento atual da estatal e diz que problemas refletem fraquezas da economia brasileira

Nova York - A Petrobrás, que foi o símbolo da ascensão do Brasil no cenário global nos últimos anos, com as enormes descobertas do pré-sal, agora simboliza algo totalmente diferente e reflete as fraquezas da economia brasileira, destaca o jornal norte-americano The New York Times em reportagem sobre a estatal publicada nesta quarta-feira, 16. "Estrela brasileira, Petrobrás é afetada por escândalos e estagnação", diz o título do texto, capa do caderno de negócios da edição.

A reportagem é assinada pelo correspondente do jornal no Rio, Simon Romero, e pelo repórter, Landon Thomas Jr, e mostra os vários problemas da petroleira. O alto endividamento, a produção estagnada, denúncias de corrupção e recebimento de propinas de funcionários, a prisão do ex-diretor Paulo Roberto Costa, a compra da refinaria em Pasadena, a investigação de um contrato com preços superfaturados com a construtora Odebrecht e o uso da companhia pelo governo para controlar a inflação, evitando com isso aumentar os preços dos combustíveis.

"Puxada por uma das maiores descobertas de petróleo deste século, a Petrobrás subiu para o topo do ranking das maiores produtoras globais de petróleo", desta o NYTimes. "Agora, a Petrobrás aparece como a empresa mais endividada do mundo, dependendo, em parte, de investidores dos EUA, para financiar seu ambicioso plano de investimento."

A reportagem destaca que a Petrobrás vendeu US$ 51 bilhões de bônus nos últimos cinco anos, cerca de um quarto do emitido por empresas brasileiras e um dos maiores níveis entre países emergentes. Com os investidores "sedentos por retorno" e a alta liquidez no mercado internacional, a petroleira não encontrou problemas para colocar seus papéis. Mas a reportagem chama atenção para o fato de que, com a elevação dos juros nos EUA a caminho e as finanças brasileiras em estresse, os investidores podem achar muito arriscado deter estas posições. Entre as gestoras dos EUA que têm papéis da empresa, o Times cita a BlackRock, a Pimco e a Fidelity.

Até agora, diz o jornal, os investidores têm sido "notavelmente pacientes". Os estrangeiros financiam 43% do programa de investimento da empresa, segundo o Times. "Se os problemas da empresa continuarem a aumentar, ela pode encontrar resistência nos mercados internacionais", diz o jornal.

Uma porta-voz da empresa disse à publicação que em 2015 a petroleira terá um "ponto de inflexão" na sua dívida. A geração de receitas deve superar os investimentos, iniciando uma trajetória de redução dos passivos. No lado da produção, o jornal diz que há indícios de que este ano a companhia pode "finalmente" ter sucesso em reverter a queda de produção petróleo e gás, citando que em fevereiro ela cresceu 0,3% ante janeiro, depois de recuar 2,2% em 2013.

O NYTimes diz que a ingerência política na Petrobrás tem sido grande, sobretudo para conter a inflação. "Talvez, o maior desafio da Petrobrás é que ela não é apenas uma empresa de petróleo", destaca o jornal. Mesmo assim, a petroleira brasileira "permanece longe" dos níveis de ingerência e negócios opacos que agora caracterizam a Petróleos de Venezuela.

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