Petistas aguardam decisão do STF para barrar impeachment na Câmara

Integrantes da bancada do PT na Câmara defendem que ministros do Supremo se pronunciem até esta terça-feira sobre as ações impetradas

Erich Decat, de Brasília, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 19h31

Integrantes da bancada do PT na Câmara defendem que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciem até esta terça-feira sobre as ações impetradas em que questionam o rito de um possível processo de impeachment contra a presidente Dilma na Casa.

O deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) protocolaram na última sexta-feira no STF dois mandados de segurança com pedido de liminar para tentar impedir uma eventual abertura de processo de impedimento. 

As medidas têm como base o fato de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter declarado que recorrerá ao regimento interno da Casa para definir o rito processual de um possível processo de impeachment.

O relator da ação de Wadih Damous é o ministro Teori Zavascki, enquanto a ministra Rosa Weber relatará o pedido de Rubens Pereira Jr. Além das duas ações, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também apresentou uma reclamação com o mesmo conteúdo. 

"O Eduardo Cunha está extrapolando o papel dele. A Constituição é clara. Ela diz que a Lei tem que definir o procedimento e o presidente da Câmara quer definir pelo regimento interno", afirmou Teixeira. "Acho que se o Supremo se pronunciar amanhã impede que evoluir essa discussão. E depois temos que barrar politicamente isso. Todo o roteiro vamos ter que definir até a amanhã", concluiu.

O deputado junto com integrantes da bancada do PT da Câmara se reúnem no dia de hoje com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Ricardo Berzoini, para se chegar a um consenso sobre os passos que deverá ser tomado a partir de amanhã.

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