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Petição de Goldman e Aníbal pede cancelamento de inscrição de Doria na prévia

- Atualizado: 28 Fevereiro 2016 | 20h 59

Aliados de pré-candidatos Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli acusam empresário João Doria Jr. de 'condutas ilegais'

O ex-governandor Alberto Goldman e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, respectivamente aliados de Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli, entraram com uma petição contra o empresário João Doria Jr. Eles acusam Doria por "condutas ilegais" de propaganda eleitoral, desrepeito à lei Cidade Limpa e por "abuso de poder econômico" e pedem que a inscrição de Doria na prévia do partido seja cancelada.  

Doria, Matarazzo e Trípoli disputam a indicação do PSDB para concorrer à prefeitura paulistana em outubro. A petição de Goldman e Aníbal pede ainda que haja sanções contra Doria.

João Dória, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de SP
João Dória, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de SP

"Em 27 de fevereiro de 2016, às vésperas da realização das eleições prévias do PSDB para escolha do candidato a Prefeito, foi identificada a distribuição e colocação em bens públicos de cavaletesdo pré-candidato João Doria Jr. em todos os locais de votação (Diretórios Zonais) na cidade de São Paulo", diz a petição.

"Não menos importante, durante todo o período do pleito do dia 28 de fevereiro de 2016, foram praticadas condutas ilegais como boca de urna na fila de votação e panfletagem, utilização de camisetas e coletes dentro do local de votação, além de utilização de carro de som em frente à Câmara Municipal de São Paulo", segue o documento.

A petição traz fotos e argumentações em cima da Constituição e da legislação eleitoral sobre por que o candidato estaria, segundo eles, adotando conduta ilegal e de abuso de poder econômico.

Único dos três candidatos a estar presente no local de votação, Doria disse a jornalistas que o partido permitiu a prática de propaganda eleitoral no dia da votação, inclusive com colocação de cavaletes. Doria, contudo, não soube dizer se sua campanha desrespeitou a lei Cidade Limpa, que regulamenta propaganda em vias públicas do município.

Prévias do PSDB em São Paulo
Felipe Rau/Estadão
Geraldo Alckmin e João Doria

Acompanhados por um séquito de assessores e aliados, o governador Geraldo Alckmin e e o empresário João Doria foram juntos a um colégio no Morumbi onde o governador votou. Em seguida foram ao Butantã, onde vota o empresário. "Sem demérito para os demais candidatos, o meu voto vai para o João Doria. Ele traz uma experiência do setor privado. São Paulo está precisando dar uma acelerada", disse Alckmin

A Prefeitura de São Paulo informou que recebeu denúncias sobre o uso de cavaletes pelo candidato João Doria e disse que vai acionar o Jurídico para saber se houve desrespeito à Cidade Limpa e quais serão as medidas cabíveis.

O resultado preliminar das prévias tucanas está atrasado em mais de duas horas. Militantes que esperavam o resultado se exaltaram e depois se desmobilizaram. Muitos foram embora.

A Executiva Municipal ficou reunida por mais de três horas para definir o que faria com votos que não foram computados eletronicamente, de filiados que foram a zonas de votação, mas não tinham o nome na lista de aptos a votar. Segundo um integrante da Executiva que preferiu não se identificar, a direção municipal do PSDB teria decidido não contar esses votos.

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