Pesquisa traz percepção 'saturada' da corrupção

De acordo com levantamento realizado em novembro pelo Instituto Ipsos, 70% dos entrevistados acreditam ser possível separar política de corrupção; em abril de 2016 índice era de 83%

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 05h00

Em um ano e sete meses caiu em 13 pontos porcentuais a parcela da população que acredita ser possível separar política de corrupção. De acordo com pesquisa realizada em novembro pelo Instituto Ipsos, esse índice hoje é de 70% – em abril de 2016, era de 83%. Com 1,2 mil entrevistas realizadas, em 72 municípios brasileiros, o levantamento ainda aponta que 51% dos brasileiros consideram que o tema “como acabar com a corrupção” é pouco discutido no País, apesar do avanço da Lava Jato.

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A pesquisa também mostra que 55% das pessoas atribuem a culpa pela realidade brasileira aos eleitores que votaram em políticos envolvidos em escândalos de corrupção – essa opinião é maior entre pessoas com curso superior (59%), com 60 anos ou mais (57%) e nas classes mais pobres C e D (58%). Outros 23% ainda admitem que o que “o que vale são políticos e partidos que roubam, mas fazem”, contra 73% contrários a esse tese. 

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“Mesmo que haja, de certa forma, a percepção de saturação da discussão acerca de ‘corrupção’ em si entre o público geral, existe a demanda para que outras camadas relevantes do tema sejam exploradas”, afirma Rupak Patitunda, gerente da Ipsos Public Affairs. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais.

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