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Pepe Vargas afirma que deixará Ministério do Desenvolvimento Agrário

Erich Decat e Lisandra Paraguassu - Agência Estado

13 Fevereiro 2014 | 12h 46

Anúncio foi feito em meio aos protestos do MST contra a política agrária do governo Dilma; petista Miguel Rossetto deve assumir pasta

Brasília - O ministro de Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas (PT-RS), anunciou nesta quinta-feira, 13, que deixará a pasta até o final do mês para se dedicar à reeleição à Câmara dos Deputados.

Em entrevista coletiva realizada após encontro com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Pepe disse que já conversou com a presidente Dilma e acertou a sua saída até o próximo dia 28. O ministro, contudo, evitou comentar sobre seu sucessor na pasta. "Sou ministro e agradeço a oportunidade. Mas Dilma que anunciará. Não cabe a mim fazer esse anúncio", disse.

Ao Broadcast Político, Vargas disse que a data certa de sua saída deve ser entre os dias 24 e 28 de fevereiro após a presidente retornar de uma viagem internacional. Segundo ele, na ocasião também deve ser anunciada a saída de outros ministros que disputarão a próxima eleição de outubro.

Como informou o blog do Marcelo de Moraes, o petista Miguel Rossetto, que ocupou o Ministério no governo Lula, deve assumir a pasta no lugar de Vargas. Rossetto é o atual presidente da Petrobrás Biocombustível e tem bom trânsito com o setor do agronegócio e também com os representantes da agricultura familiar.

A opção pelo seu nome ajuda também o governo a sinalizar para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) justamente no momento em que eles fazem manifestações públicas criticando a política de reforma agrária.

No documento elaborado pelos líderes do MST entregue à Dilma nesta manhã, o grupo ressalta "a necessidade urgente de fazer mudanças nas políticas agrárias" do governo. "O governo foi incapaz de resolver esse grave problema social e político. A média de famílias assentadas por desapropriações foi de apenas 13 mil por ano, a menor média após os governos da ditadura militar. É necessário assentar, imediatamente, todas as famílias acampadas", diz trecho do primeiro item da carta.

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