Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Peemedebistas querem convocar Janot na CPI

Segundo deputado aliado de Eduardo Cunha, existe vazamento seletivo de informações da Lava Jato pela Procuradoria

DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 13h18

Atualizado às 22h20

Brasília - Na semana em que procuradores estiveram na Câmara em busca de documentos que pudessem trazer pistas sobre o envolvimento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no esquema de corrupção na Petrobrás, PMDB e aliados articulam a convocação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à CPI da estatal.

Aliado de Cunha, Paulinho da Força (SD-SP) protocolou ontem o pedido de convocação de Janot, alegando que há vazamento seletivo na Operação Lava Jato. Segundo ele, uma assessoria de imprensa teria sido contratada por R$ 500 mil, sem licitação, para fazer os vazamentos. “Só porque é procurador-chefe não pode ser investigado?”, disse Paulinho, que anunciou a iniciativa durante depoimento na CPI do presidente da Sete Brasil - empresa da Petrobrás -, Luiz Eduardo Carneiro.

A proposta é vista como uma tentativa de constranger o responsável pela investigação de políticos na Lava Jato. “É uma provocação ao Ministério Público, um tiro no pé”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). 

A discussão do requerimento ficou para quinta-feira. Presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB) disse que Janot não deve se sentir constrangido porque “não é melhor que ninguém”. Já para a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), a convocação seria um “constrangimento ilegal” para o procurador. 

Em nota, a Procuradoria disse que não contratou assessoria de imprensa, mas uma consultoria para apoiar a comunicação interna. “Não procede qualquer vazamento de informação da Procuradoria.”/COLABOROU TALITA FERNANDES

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