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Fabio Motta|Estadão

Pedro Paulo e filho de Cabral deixam cargos no Rio para apoiar Picciani na Câmara

Picciani disputa a liderança da bancada do partido na Casa com o deputado Hugo Motta (PB), apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha

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Luciana Nunes Leal,
O Estado de S. Paulo

15 Fevereiro 2016 | 16h28

Rio - O PMDB-RJ repetiu a estratégia adotada em dezembro passado e mandou de volta a Brasília os deputados federais Pedro Paulo e Marco Antônio Cabral, para que votem na reeleição de Leonardo Picciani (RJ) para a liderança da bancada na Câmara.

Picciani disputa com o deputado Hugo Motta (PB), apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para permitir a operação de reforço aos votos em Picciani na eleição de quarta-feira, 17, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB)  exonerou Marco Antônio Cabral do cargo de secretário estadual de Esportes e o prefeito Eduardo Paes (PMDB) liberou Pedro Paulo a deixar temporar

iamente a secretaria de Coordenação de Governo da capital. 

No sábado, 13, Picciani, que tem apoio do governo, esteve com a presidente Dilma Rousseff no Rio, durante mutirão de prevenção ao mosquito Aedes aegypt, em uma favela da zona oeste do Rio. A presidente foi à comunidade acompanhada também de Pezão e Paes, Até sexta-feira, 19, Pedro Paulo e Cabral deverão estar de volta às secretarias. Em dezembro, eles também reassumiram os mandatos de deputados por alguns dias, para viabilizar a recondução de Leonardo Picciani à liderança, depois de o parlamentar ter sido destituído e substituído por Leonardo Quintão (MG). Picciani ficou uma semana fora da liderança. 

Na atual disputa, Quintão chegou a cogitar uma candidatura contra Picciani, mas se aliou ao parlamentar carioca em oposição a Hugo Motta. Marco Antônio Cabral é filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi eleito pela primeira vez para a Câmara em 2014, mas em janeiro de 2015 assumiu o cargo de secretário de Esportes. Pedro Paulo está no segundo mandato de deputado federal e é pré-candidato à prefeitura do Rio, com apoio do prefeito Eduardo Paes. No início deste mês, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Pedro Paulo por lesão corporal à ex-mulher, Alexandra Marcondes, em 2010, quando o casal estava em processo de separação. 

Em fevereiro de 2010, Alexandra registrou queixa contra Pedro Paulo e disse ter sido atacada com socos e pontapés, durante uma briga do casal, depois de ela ter descoberto que tinha sido traída. Em agosto, depois da separação, Alexandra voltou à delegacia para denunciar que Pedro Paulo tinha ameaçado "sumir" com  a filha de casal. O primeiro registro de agressão foi feito por Alexandra em dezembro de 2008, em São Paulo. 

Segundo reportagem da revista "Veja", a defesa de Pedro Paulo apresentou ao Ministério Público uma nova versão para o caso e disse que o deputado tinha reagido à agressão de Alexandra, o que teria sido confirmado pela ex-mulher. Ao Ministério Público, Alexandra falou em "agressões recíprocas", segundo a revista. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classificou a versão como um "giro radical" que precisa ser "bem esclarecido". O pedido de abertura de investigação será decidido pelo ministro do STF Luiz Fux.

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