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PDT vai à Presidência reivindicar 'pagamento' de emendas

BERNARDO CARAM - Agência Estado

19 Março 2014 | 08h 45

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que vai à Presidência da República para reivindicar o pagamento de emendas prometidas a deputados do partido que não foram executadas. Perguntado sobre o corte na liberação de verbas, o presidente do partido aliado ao governo Dilma Rousseff deixou de lado o tom amigável e demonstrou a forte insatisfação da bancada do partido.

"Compromissos são feitos para serem cumpridos e nós levaremos isso à Presidência da República e aos órgãos competentes para que eles cumpram com os compromissos assumidos", disse depois de se reunir com a bancada do PDT na Câmara na noite desta terça-feira, 18.

Pouco antes, do lado de fora da sala onde acontecia a reunião, era possível ouvir vozes alteradas de deputados descontentes com a falta de execução das verbas. A partir deste ano, as emendas ganharam caráter impositivo, obrigando que o governo as execute. Mas de acordo com Lupi, parte das verbas que foram prometidas até 2013 não foi repassada.

O presidente do partido não soube dimensionar o tamanho do corte, mas reclamou que os valores "substanciais" representam atendimentos a reivindicações antigas de municípios. "É legítimo que o parlamentar queira levar para o seu município, que é sua base eleitoral, benefícios como escolas de qualidade, melhorar a saúde e o acesso das vias públicas, e há muita queixa do PDT de não ser atendido", afirmou.

Marco Civil

A reunião da bancada do PDT na Câmara contou com a presença do relator do Marco Civil da Internet, Alessandro Molon (PT-RJ), que foi passar orientações e tirar dúvidas dos deputados. Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, há unanimidade no partido em favor da aprovação do projeto.

De acordo com Lupi, o único ponto questionado diz respeito à exigência de que centros de armazenagem de dados sejam instalados no Brasil. Nesta terça, o governo sinalizou que poderia retirar essa obrigatoriedade. Lupi se diz a favor da exigência, mas aceita o diálogo para possíveis mudanças. "O Molon está tentando encontrar uma saída no sentido de que mesmo não tendo o deposito de todas as informações no Brasil, que tenha submeter essas empresas à legislação brasileira", disse Lupi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.