PCdoB insiste em ter Orlando Silva no comando dos Esportes e da Autoridade Olímpica

Comando da APO é um cargo cobiçado: a entidade administrará um orçamento estimado em R$ 30 bilhões

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado,

09 Dezembro 2010 | 14h49

BRASÍLIA - O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, espera para esta quinta-feira, 9, ou amanhã um chamado da presidente eleita Dilma Rousseff para se reunir com ela na Granja do Torto e discutir o espaço do partido no futuro governo.

 

Um interlocutor de Rabelo afirmou à Agência Estado que o desejo do partido é manter o atual ministro dos Esportes, Orlando Silva, no comando da pasta, acumulando a função com a direção da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que será responsável pela licitação e fiscalização das obras relacionadas aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

 

O comando da APO é um cargo cobiçado: a entidade administrará um orçamento estimado em R$ 30 bilhões. Segundo a MP 503, a estrutura do órgão contará com 484 cargos em comissão, com salários entre R$5 mil e R$22 mil. No entanto, Dilma não concorda em manter Orlando Silva nos dois cargos. Prefere que o PCdoB indique outro nome para o ministério ou para o comando da APO. Desta forma, ela contabilizaria dois cargos na administração federal na cota do aliado.

 

A determinação de Dilma contraria sinalização anterior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em maio havia indicado Orlando Silva para dirigir a Autoridade Pública Olímpica, quando assinou a Medida Provisória 489 de criação da entidade. Entretanto, a MP prescreveu sem que fosse votada pelo Congresso no prazo legal de 120 dias.

 

A solução encontrada pelo Planalto foi editar a MP 503 com objeto semelhante: para distingui-la da MP anterior, o texto remonta ao "referendo" do protocolo de intenções assinado pelo governo federal, governo do Rio de Janeiro e Prefeitura do Rio, formando um consórcio para constituição da APO. A MP, relatada pelo deputado Edimilson Valentim (PCdoB-RJ), aguarda votação no plenário da Câmara.

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