Paulo Câmara defende amplo pacto político, social e econômico

'O ambiente de acerto de contas precisa ser substituído pelo ambiente de cooperação', disse o governador de Pernambuco

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

01 Janeiro 2015 | 18h16

RECIFE - O novo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) defendeu, nesta tarde, 1º, no seu discurso de posse, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife, sua disposição de participar de um amplo pacto político, social e econômico nacional, o que, ao seu ver, "é a única forma de o Brasil voltar a crescer". 

"O ambiente de acerto de contas precisa ser substituído pelo ambiente de cooperação em benefício da nação", defendeu ele, sem que se "precise abrir mão dos princípios ideológicos e pessoais".  Afilhado político do ex-governador e ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), que rompeu com o governo do PT ao se lançar candidato à presidência da República, Câmara lembrou que "Pernambuco nunca faltou ao Brasil em tempos difíceis".

"É nossa obrigação encontrar consensos que nos permitam compreender e vencer a conjuntura adversa que se anuncia", na busca de promover o recuo da inflação, da redução da dívida pública, e de impedir que o ajuste fiscal não atinja o emprego.

Neófito na política, 42 anos, Paulo Câmara destacou o "inegável legado" deixado pelo seu padrinho e mentor político. "Pernambuco se tornou um Estado melhor para se viver, com redução da desigualdade social e maior desenvolvimento econômico", disse, ao definir que sua missão será  "avançar a partir desta base sólida".

A viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, e seus cinco filhos estavam presentes à solenidade.  Neste momento, Câmara participa da transmissão do cargo, pelo governador João Lyra Neto (PSB), no Palácio do Campo das Princesas.

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