Paulinho da Força considera 'absurda' a decisão do Supremo

Paulinho da Força considera 'absurda' a decisão do Supremo

Por meio de nota, o aliado de Cunha criticou a decisão da Corte que, na prática, barra a estratégia da oposição de dar seguimento a um eventual processo de impedimento de Dilma

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 15h49

São Paulo - O partido Solidariedade emitiu uma nota nesta tarde, repudiando a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo a tramitação de processo de impeachment que havia sido definida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na nota, de dois parágrafos, o partido classifica como "absurdo" a decisão da Corte. 

Aliado de Cunha, o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), diz na nota que há uma "clara interferência do STF no Poder Legislativo, colocando em risco a independência dos Poderes". "A presidente Dilma está passando por cima da Constituição para tentar se salvar do impeachment", diz Paulinho no documento, acrescentando que a oposição vai recorrer da decisão.

Nesta terça-feira, 13, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e Rosa Weber deferiram de maneira liminar (provisória) os pedidos feitos pelos deputados, Wadih Damous (RJ),Rubens Pereira Jr. (PC do B - MA) e Paulo Teixeira (PT-SP) para suspender o rito de tramitação do impeachment definido pelo presidente da Câmara dos Deputados com base no regimento interno da Casa. 

Na prática, a decisão do STF impede que a oposição entre com recurso para levar a questão a plenário caso Cunha rejeite um pedido de afastamento da presidente, como o peemedebista sinalizou que faria. Agora, lideranças da oposição pressionam para que Cunha, mesmo fragilizado pelas denúncias de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás e por ter contas na Suíça que ele havia negado anteriormente, assuma o protagonismo e acate o pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

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