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Eleições 2014

Passe livre para estudante custará R$ 150 mi, diz Skaf

CARLA ARAÚJO - Estadão Conteúdo

09 Agosto 2014 | 17h 45

O candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Paulo Skaf, reafirmou neste sábado que se eleito vai implementar o transporte gratuito para estudantes e disse que o custo da medida será em torno de R$ 150 milhões. Segundo ele, os recursos sairão do Orçamento do Estado. "O orçamento do Estado é de R$ 200 bilhões. A partir de 2015, (o Estado) terá quase R$ 20 bilhões para investimento", afirmou, durante ato de campanha na zona sul da capital paulista.

O candidato disse que, ao contrário do atual governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), ele não pretende usar o dinheiro do orçamento para obras de infraestrutura. "Infraestrutura você usa os mecanismos de PPPs (parcerias público privada), os mecanismos de concessão. E o papel principal do Estado que é cuidar das pessoas na segurança, na educação e na saúde, você usa o orçamento", afirmou. "Você tem que saber priorizar as coisas."

O peemedebista também comentou a crise hídrica vivida no Estado e disse ser contrário à exploração eleitoral do tema. Segundo ele, algumas questões serão resolvidas no médio e longo prazo com investimentos em obras. No entanto, segundo ele, é preciso enfrentar o problema com rapidez. "Temos problema de curto prazo que tem que ser providenciado antes do final do ano, porque não podemos esvaziar todas as reservas São Paulo. São Paulo não pode ficar com a caixa d''água zerada", afirmou. Para Skaf, o momento é de "união e colaboração". "Não é momento de usar esse tema como eleitoral porque se o governo errou, errou, agora temos uma bomba estourada, mas temos uma situação gravíssima e a sociedade precisa se unir, economizar", afirmou.

Apesar de refutar o uso do tema como eleitoral, Skaf fez críticas ao atual governador, cobrou transparência de Alckmin e disse que já há racionamento no Estado. "O Estado, através da válvulas redutoras, já está fazendo racionamento, ele diz que não, mas está. Quando você reduz, você raciona", afirmou. "Precisa ter transparência, reconhecer que há uma situação grave, que há racionamento", disse.

Carência

Em visita a bairros do extremo sul da capital, Skaf destacou a carência da região e disse que ela "não combina" com São Paulo. "Não dá para acreditar, se você traz alguém de fora, que nós estamos aqui na cidade de São Paulo", disse. "Isso não combina com São Paulo. Como governador vamos mudar isso, vamos dar muita atenção a essa região", completou.

Segundo o peemedebista, a região tem cerca de 2 milhões de pessoas com "carência de tudo". "Realmente é lamentável o Estado ter locais como esse extremo sul", disse. "Não se pode ter necessidades atendidas em uma área e carência absoluta em outra." A agenda de Skaf no extremo sul começou por volta das 10 horas e acabou somente às 15 horas. Ele começou a caminhada em frente à Igreja São José Operário, no Capão Redondo. Depois percorreu ruas do Jardim Ângela e, por fim, seguiu para o Largo 13, em Santo Amaro.

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