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Partidos ameaçam debandar da coligação de Alexandre Padilha

Ricardo Galhardo, Ricardo Chapola e Valmar Hupsel Filho - O Estado de S. Paulo

27 Junho 2014 | 21h 29

Candidato do PT enfrenta risco de PP e PC do B deixarem sua aliança após PSD se aliar a Skaf

Às vésperas do fim do prazo legal para registros das candidaturas que vão disputar as eleições de outubro, a campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, corre o risco de enfrentar uma debandada.

Embora tenham anunciado publicamente apoio a Padilha, o PP do deputado Paulo Maluf e o PC do B, aliado histórico do PT, admitem que estão em negociações com Paulo Skaf, candidato do PMDB.

Além disso, o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab fechou acordo ontem com Skaf. Embora o próprio Kassab tenha dito que o acordo com o PT era pouco provável, Padilha mantinha a esperança de atrair o PSD com ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso PC do B e PP confirmem o desembarque da campanha petista, a fatia de Padilha no horário eleitoral na TV cairá de 26% para 19%. Já Skaf, com apoio das duas legendas, aumentaria sua parcela para 30%. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve ter 26% do tempo na propaganda eleitoral da TV.

Anteontem, dirigentes do PC do B convocaram uma reunião de urgência com o PT para reivindicar participação na chapa petista. O encontro aconteceu na tarde em que Padilha entregou ao PR a vaga de suplente do senador Eduardo Suplicy (PT), candidato à reeleição. A suplência havia sido oferecida publicamente por Suplicy ao PC do B durante uma reunião da executiva estadual do PT realizada em maio, na sede do Sindicato dos Engenheiros em São Paulo.

O partido deve definir seu posicionamento neste sábado, após jantar entre o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), patrono da candidatura de Skaf, e o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, no apartamento do peemedebista em São Paulo.

A corrente do PC do B que defende o apoio a Skaf se fortaleceu depois que o PMDB ofereceu a vaga de candidato a senador ao ex-vereador Jamil Murad. Agora o partido pede a vaga de vice para continuar na aliança encabeçada pelo petista. Segundo o PC do B, Padilha até agora não fez uma proposta concreta. “Para mim é uma derrota política, porque tentei costurar o apoio a Padilha”, disse o vereador Orlando Silva, presidente estadual do PC do B.

O ex-ministro do Esporte publicou um comentário contundente, ontem,em seu perfil no Facebook. “O que não aceito é todo espaço majoritário da disputa em São Paulo ficar entre PT e PR. O PC do B merece respeito!”.

Outro partido que ameaça debandar é o PP. Padilha chegou a posar sorridente para fotos ao lado de Maluf no final de maio, repetindo o gesto de Lula e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012. O PP anunciou apoio ao ex-ministro, mas ontem, para surpresa do PT, a cúpula do partido decidiu empurrar para segunda-feira a formalização da aliança, o que deveria ter ocorrido nesta sexta-feira.

“Até segunda-feira estamos abertos para conversas. Não é surpresa para ninguém que o PSDB e o PMDB têm nos procurado”, disse Jesse Ribeiro, secretário-geral do PP em São Paulo e braço direito de Maluf.

Segundo ele, desde o anúncio da aliança, no dia 30 de maio, o PT ainda não procurou a legenda para negociar o formato da aliança proporcional nem a escolha do vice. “Nós não temos conhecimento do que eles (petistas) pretendem fazer. O PR chegou depois da gente e já indicou o suplente de senador sem que fossemos sequer consultados”, disse Ribeiro.

Caso a debandada se confirme, será mais um golpe na campanha de Padilha. Lançado por Lula para ser o mais novo “poste” do ex-presidente, o ex-ministro era visto como a esperança do PT para quebrar o ciclo de 20 anos do PSDB à frente do governo de São Paulo. A avaliação corrente no PT era que Padilha, embora nunca tenha disputado uma eleição, alia experiência política acumulada no Ministério das Relações Institucionais de Lula com realizações administrativas na Saúde, como o programa Mais Médicos.

Apesar da estrutura poderosa construída pelo PT para alavancar sua candidatura, incluindo o publicitário João Santana e até um ônibus para transportá-lo pelo interior do Estado, Padilha sofreu o primeiro tropeço quando o deputado André Vargas (sem partido) o envolveu no esquema investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Na sequência, a presidente Dilma Rousseff causou mal estar ao dizer que a “fórmula” para desbancar os tucanos do Palácio dos Bandeirantes seria ter dois candidatos, o petista e Skaf. Por fim o Tribunal Superior Eleitoral proibiu a realização da Caravana Horizonte Paulista, o principal palanque petista na fase da pré campanha.

Embora os partidos que ameaçam debandar da candidatura de Padilha aleguem motivos políticos como a composição da chapa majoritária e a coligação proporcional, o principal fator é o fraco desempenho de Padilha nas pesquisas. Segundo o Datafolha, o petista tem apenas 3% das intenções de voto contra 21% de Skaf e 44% de Alckmin. 

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