Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Partido Novo convida líder do Vem Pra Rua para concorrer ao governo de SP

Rogério Chequer anunciou seu desligamento do movimento para 'evitar conflito de interesse'

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 21h30

O partido Novo convidou o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer, para disputar o governo do Estado de São Paulo. A nomeação, porém, ainda não é certa, dependendo do acerto de "detalhes" entre as partes. O Novo, inclusive, conversa com outros nomes sobre a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

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Mas o convite foi confirmado pelo presidente do diretório estadual da sigla, Fernando Meira. "Ficaríamos muito felizes se ele viesse para o Novo como candidato a governador", disse. "Ele é um dos principais nomes, sem dúvida estamos com ele na rota para governador".

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Chequer, que liderou um do movimentos mais conhecidos durante as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Roussef, anunciou nesta quinta-feira, 7, seu desligamento do Vem Pra Rua. "Fiz isso para evitar conflito de interesse (com o grupo) e para poder acertar esses detalhes", disse, notando que o movimento é suprapartidário mas que incentiva seus membros a disputarem cargos, desde que comuniquem seu afastamento.

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O empresário disse que a ideia de concorrer a um cargo eletivo não estava em seus planos, mas que foi abordado por alguns partidos, entre eles o Novo, pelo qual acabou se decidindo dada a convergência de ideais e o "compliance" que a legenda aplica sobre seus membros.

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As conversas se iniciaram há poucas semanas e Chequer também garantiu que, apesar de não fechada sua filiação, o Novo é o único partido com que conversa no momento. Ainda não há data para bater o martelo sobre o assunto. Diferentemente das candidaturas a deputado e senador, que passam por um "processo seletivo" aberto a quem quiser participar, a escolha dos nomes para os governo é feita pontualmente, por convites. Até o momento, foram anunciados os nomes para as disputas no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal, além da presidência, que ficou com João Amoedo.

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