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Parada de Dilma em Lisboa foi 'escala obrigatória', diz Planalto

Ricardo Della Colleta - O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2014 | 19h 20

'Estado' revelou que presidente passou o sábado num dos hoteis mais caros da cidade depois de sair da Suíça

BRASÍLIA - A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou neste domingo, 26, uma nota na qual argumenta que a passagem da comitiva da presidente Dilma Rousseff por Lisboa foi "uma escala técnica obrigatória". O Planalto afirmou que o avião presidencial não tem autonomia suficiente para realizar um voo direto entre Zurique, na Suíça, e Havana, em Cuba. "A opção por Lisboa foi a mais adequada, já que se trata do aeroporto mais a oeste no continente europeu com possibilidades de escala técnica", diz o documento.

Neste sábado, o Estado revelou que Dilma e sua comitiva, que estavam na Suíça para o Fórum Econômico Mundial, passaram o sábado em Lisboa e ocuparam 45 quartos em dois dos mais caros hotéis da cidade, com custo estimado de mais de R$ 71 mil. A diária da suíte ocupada por Dilma no hotel Ritz em Lisboa custa R$ 26 mil. Na noite de sábado, ela saiu para jantar no restaurante Eleven, com vista privilegiada sobre o rio Tejo.

A passagem da presidente por Portugal não estava na agenda oficial divulgada inicialmente. Ela deixou a capital portuguesa na manhã deste domingo e já pousou em Cuba, onde inaugura um porto erguido com investimento brasileiro e também participa da II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Na nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência diz ainda que Dilma chegou a Lisboa por volta das 17h30 de sábado e apenas pernoitou na cidade. "A decisão de fazer um voo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas, que permitiram que o trecho Lisboa-Havana fosse coberto no domingo em 9 horas e 45 minutos", concluiu a nota.