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Parada de Dilma em Lisboa: 'escala técnica obrigatória'

RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado

26 Janeiro 2014 | 19h 36

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota neste domingo, 26, na qual argumenta que a passagem da comitiva da presidente Dilma Rousseff por Lisboa foi "uma escala técnica obrigatória". O Planalto afirmou que o avião presidencial não tem autonomia suficiente para realizar um voo direto entre Zurique, na Suíça, e Havana, em Cuba. "A opção por Lisboa foi a mais adequada, já que se trata do aeroporto mais a oeste no continente europeu com possibilidades de escala técnica", diz o documento.

Ontem, 25, a reportagem revelou que Dilma e sua comitiva, que estavam na Suíça para o Fórum Econômico Mundial, passaram o sábado em Lisboa e ocuparam 45 quartos em dois dos mais caros hotéis da cidade, com um custo total de mais de R$ 71 mil. A diária da suíte ocupada por Dilma no hotel Ritz em Lisboa custa R$ 26 mil. Na noite de ontem, ela saiu para jantar no restaurante Eleven, com vista privilegiada sobre o rio Tejo.

A passagem da presidente por Portugal não estava na agenda oficial da presidência divulgada inicialmente. Ela deixou a capital portuguesa nesta manhã e já pousou em Cuba, onde inaugura um porto erguido com investimento brasileiro e também participa da II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Na nota publicada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência também diz que Dilma chegou em Lisboa por volta das 17h30 do sábado e apenas pernoitou na cidade. "A decisão de fazer um voo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas, que permitiram que o trecho Lisboa-Havana fosse coberto no domingo em 9 horas 45 minutos", concluiu a nota.