Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para vice-líder do governo, escolha de relator na CCJ ajuda a mudar votos de 'cabeças-pretas'

Beto Mansur elogiou escolha pelo tucano Bonifácio Andrada e acredita que ele pode convencer ala jovem do PSDB a votar contra denúncia

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2017 | 18h44

BRASÍLIA - O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), elogiou a escolha de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) para relatar a denúncia contra o presidente Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mansur acredita que o decano poderá convencer seu partido, em especial a ala jovem - os conhecidos "cabeças pretas" - da "nulidade" do pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

"Nada melhor que seja alguém do PSDB, que vai convencer seus pares de que é importante votar contra a denúncia porque ela é inócua", disse Mansur. O vice-líder informou que a defesa de Temer deve ser entregue na próxima quarta-feira, 4.

+++ Tucanos estão mais alinhados em 2ª acusação

Mansur destacou o "profundo" saber jurídico do tucano. "Pela experiência do Bonifácio, a Casa vai estar muito bem servida", comentou.

Suplente, Bonifácio não votou na CCJ na primeira denúncia, mas no plenário foi a favor do arquivamento do pedido da PGR. O deputado, que pertence ao grupo político ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), ficou entre os apelos do líder da bancada, Ricardo Tripoli (SP), para que nenhum tucano fosse indicado pelo presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), e o convite do peemedebista.

+++ RELEMBRE: VOTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ABI-ACKEL NA CCJ 

Tripoli queria poupar a sigla de um novo desgaste na votação da segunda denúncia contra Temer. Na primeira denúncia, que foi enterrada em agosto, o relatório que livrou o presidente da República veio do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e a bancada votou dividida. Nos corredores do Congresso, fala-se que a indicação de Bonifácio faz parte de uma operação casada para salvar o mandato de Aécio e sepultar a nova denúncia. 

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