Para senadores, situação de Renan ´piorou´ com depoimento

Demóstenes Torres questiona se o pagamento ´por fora´ está na declaração de renda; em depoimento, advogado de Mônica revelou pagamento extra de R$ 9 mil

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

A apresentação de uma seqüência de ilegalidades marcou o depoimento dado ao Conselho de Ética do Senado pelo advogado Pedro Calmon, representante da jornalista Mônica Veloso, com quem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem uma filha. Até senadores próximos a Renan avaliaram que a situação dele, agora, está mais complicada. Durante as três horas em que falou e ouviu, Pedro Calmon acabou por revelar que Renan propôs acordo "por fora" para pagamento de complemento de R$ 9 mil de pensão para a criança. Foi também um festival de revelações sobre o conteúdo do processo que corre em sigilo na Vara de Família. O advogado do senador, Eduardo Ferrão, negou o acordo informal. O fato, segundo senadores, é que Renan aceitou pagar pensão para a menina, em dezembro de 2005, de R$ 3 mil, valor compatível com sua renda como senador. "Se não podia pagar mais, como pagou por fora? E o ´por fora´ está na declaração de renda? Ele vai ter de se explicar com a Justiça fiscal", disse Demóstenes Torres (DEM-GO). Até senadores da base de apoio a Renan, que preferiram não se identificar e ao longo do depoimento consideravam "pouco produtivas" as informações de Calmon Filho, admitiram ao final que a situação do presidente do Senado "se agravou". "Renan está complicado", avaliou um senador próximo ao presidente da Casa. Além da possível omissão de rendimentos, segundo senadores, por parte de Renan, também se viram outras irregularidades. Como as revelações feitas pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) de trechos do processo entre Renan e Mônica Veloso, apesar de a ação correr em segredo de Justiça.

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