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Para rivais, frase de Aécio é 'vampirismo'

O Estado de S. Paulo

26 Junho 2014 | 23h 12

Declaração do tucano pedindo para base aliada 'sugar' governo e depois ir para a oposição foi alvo de críticas

Os coordenadores da campanha presidencial do pré-candidato Eduardo Campos (PSB) criticaram nesta quinta-feira, 26, o que chamam de “vampirismo eleitoral” do rival tucano Aécio Neves. Na terça-feira, o candidato do PSDB havia afirmado que aliados da base do governo Dilma Rousseff devem deixá-la em breve para apoiar sua candidatura – e acrescentou que eles vão “sugar ainda um pouco mais” o governo antes de aderir à sua campanha. “Eu digo: façam isso mesmo. Suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”, disse então o senador e presidenciável tucano.

“A gente não quer esse tipo de gente que suga. Que eles continuem sugando do PT e do PSDB”, reagiu Pedro Valadares, um dos coordenadores da campanha de Campos. Outro integrante da equipe do PSB, Pedro Ivo, definiu o discurso do senador mineiro como “ausência de compromisso social”. Para ele, o que Aécio demonstra é que a lógica do “vampirismo eleitoral” do PT e do PSDB é a mesma. “Quem está sugando o Estado está sugando o povo brasileiro”, completou. 

Aliados de Dilma também comentaram a declaração de Aécio. “Uma terminologia chula, uma apologia à traição na política”, disse ao Broadcast Político do Estado o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). 

A frase de Aécio foi criticada também por cientistas políticos. Para Carlos Melo, do Insper, em São Paulo, a afirmação do tucano “é um desastre”. Melo acha que no episódio faltaram “comedimento e experiência” ao candidato. “Se o PSDB há tantos anos se empenha em fixar uma postura contra esse tipo de políticos, não devia nem aceitá-los em seu grupo.”

Para Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi “uma frase infeliz” que “não se ajusta ao discurso de quem diz defender uma postura oposta”. 

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