GABRIELA BILO / ESTADAO
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Para reverter baixa popularidade, Alckmin começa viagens como pré-candidato pelo Nordeste

Governador de São Paulo começará pelo Maranhão, onde terá reunião com integrantes da sociedade civil e lideranças tucanas; no sábado à noite, seguirá para o Piauí

Renan Truffi e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 11h27

BRASÍLIA - O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu começar suas viagens de pré-campanha à Presidência da República pelo Nordeste, região na qual tem baixa popularidade. O tucano chega ao Maranhão nesta sexta-feira, 4, e cumprirá agendas no Estado até sábado, 5, quando embarca rumo ao Piauí. A ofensiva é parte da estratégia tucana para a campanha presidencial. A ideia é aproveitar esses meses iniciais para gastar fôlego na região por conta das distâncias e pelo perfil de seu eleitorado, tradicionalmente petista.

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Integrantes da campanha de Alckmin acreditam que o tucano deve investir, neste primeiro momento, no Nordeste e também na região Norte. Por conta disso, o presidenciável tucano embarca na sexta-feira para São Luís, onde ficará até o início da tarde de sábado, 5. Lá, deve ter encontro com integrantes da sociedade civil e lideranças tucanas, entre elas, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), pré-candidato ao governo do Maranhão pelo PSDB.

No sábado à tarde e à noite, Alckmin estará em Teresina (PI), onde terá encontro com lideranças políticas e empresários na Federação das Indústrias do Piauí (Fiepi). Após um intervalo de uma semana, o presidenciável tucano deve ir para Natal (RN), no dia 19 de maio.

“Essa viagem ao Maranhão vem exatamente somar com isso. A ideia é visitar os estados mais distantes, Piauí, Maranhão, assim como Roraima e Acre também, no Norte, para ter contato com as lideranças nesses Estados também. São regiões em que Alckmin ainda não aparece bem nas pesquisas e ele precisa de um contato pessoal importante para crescer nas pesquisas”, disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Nilsont Leitão (PSDB-MT).

No plano desenhado pelo partido, Alckmin vai concentrar forças no Sul e Sudeste apenas nos meses finais da campanha. Essas regiões são mais simpáticas ao ex-governador de São Paulo e tendem a escolher Alckmin quando o quadro eleitoral estiver mais definido.

Há alguns dias, a Coluna do Estadão registrou, inclusive, que Alckmin estava em busca de novidades para apresentar ao eleitor nordestino, que demonstra preferência por Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). A reportagem do Broadcast Político apurou que um dos focos do discurso de Alckmin na região será na elevação da renda. Nos últimos dias ele anunciou que o economista Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, desenvolveu uma proposta para dobrar a renda da população brasileiro. Esse deve um dos motes das propostas de Alckmin.

A proposta seria a saída que o tucano encontrou diante de um conselho que recebeu de apoiadores na região: pensar novas ideias para o Nordeste fora do já consolidado programa Bolsa Família se quiser angariar votos na região. Isso porque a avalição é que falar do programa de transferência de renda não agrega votos ao tucano.

Outra questão sensível que deve ser abordada por Alckmin no Nordeste é a seca. Além de dizer que a transposição do Rio São Francisco, obra associada ao PT, não resolve sozinha, o tucano irá apresentar sua experiência na gestão dos recursos hídricos em São Paulo. Neste caso, a estratégia será propagandear que Alckmin conseguiu contornar a crise no  sistema Cantareira, o principal reservatório de água da região metropolitana de São Paulo.

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