Para presidente do DEM, ajustes na Constituição devem ser pontuais e para conter 'gastança'

Senador Agripino Maia defende que mudanças, mas admite que tarefa não é fácil

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2016 | 14h14

BRASÍLIA - A Constituição brasileira deveria ser alterada para conter "pontos de sangria" e, com isso, deter a "gastança" do setor público. Essa é a opinião do senador Agripino Maia (DEM-RN), presidente nacional do partido e senador constituinte. "A Constituição não é 'o' problema", afirmou. "Ela contém alguns problemas que têm de ser pontualmente removidos."

O Estado inicia uma série de reportagens sobre os desafios de reconstrução do País. Hoje, fala sobre a necessidade de ajuste nas contas públicas e como a Constituição de 1988 está na raiz de muitos dos problemas existentes hoje. 

"Mexer na Constituição para, por exemplo, promover a poupança, não é fácil", disse Maia. "Vamos ser práticos: é preferível trabalhar com a eliminação de pontos de sangria." É algo, justamente, na linha do que vem sendo feito pelo governo de Michel Temer. O senador considera importante a limitação das despesas do setor público, tal como a proposta que fixa um teto para os gastos do governo. E também a reforma da Previdência que, na sua opinião, "vai-se impor."

Porém, o ponto mais importante é a mudança na relação entre empregados e empregadores, aponta o senador. Ele defende que acordos firmados entre patrões e empregados possam prevalecer sobre a legislação trabalhista. "É uma oportunidade, não uma obrigação", frisou. Essa prática, afirmou o demista, já é utilizada em diversos países e poderia ser adotada no Brasil "em nome da geração de empregos." 

A segurança institucional proporcionada por esses ajustes na Carta, diz o senador, seriam um "instrumento de venda" do País para os investidores estrangeiros. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.