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Para Planalto, pedido de preventiva tem argumentos frágeis e caráter político

Avaliação é que pedido às vésperas das manifestações contrárias ao governo, marcadas para o próximo domingo, 13, é 'estranho' e 'tem segundas intenções'

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Carla Araújo e Tânia Monteiro,
O Estado de S.Paulo

10 Março 2016 | 20h34

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto avalia que o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinado nesta quinta-feira, 10, por promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), assim como a denúncia feita nessa quarta-feira, 9, contra o petista têm caráter político e como "frágeis".

Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, o pedido às vésperas das manifestações contrárias ao governo, marcadas para o próximo domingo, 13, é "estranho" e "tem segundas intenções".

A possibilidade de Lula assumir um ministério em Brasília também teria contribuído para a reação "de guerra política" da Justiça de São Paulo. A avaliação agora, segundo fontes que têm insistido para que Lula aceite um cargo no governo, é que a decisão do MP-SP poderia ajudar a acelerar esse processo para evitar uma possível prisão do ex-presidente, já que ele passaria a ter foro privilegiado. Apesar disso, Lula ainda tem mostrado resistência à ideia de voltar a ocupar um lugar no Planalto.

Preventiva. O pedido de prisão do MP-SP já foi distribuído para a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Criminal da Justiça. A juíza não tem prazo para tomar a decisão. A reportagem apurou que o processo é bastante volumoso e que a decisão da juíza deve demorar alguns dias para ser proferida.

Na denúncia, a Promotoria sustenta que o petista cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel - oficialmente registrado em nome da OAS.

A acusação tem base em longa investigação realizada pelos promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat. O promotor afirma ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex, o que, segundo ele, caracteriza lavagem de dinheiro.

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